RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Em meio à pressão do setor empresarial, devido ao polêmico projeto que propõe o corte de benefícios fiscais concedidos indevidamente há alguns setores, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que “acabou a fase dos favores fiscais em Mato Grosso”.
A declaração dada no início da noite desta quinta-feira (04) ocorre após uma longa coletiva de imprensa, concedia à tarde, em que rebateu afirmações publicadas por empresários contrários à medida o que o governador chamou de “grande fake news”.
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Mauro voltou a comparar os grandes empresários beneficiados pela lei de incentivos fiscais a uma criança que cresceu e agora precisa andar sozinha.
Mauro voltou a comparar os grandes empresários beneficiados pela lei de incentivos fiscais a uma criança que cresceu e agora precisa andar sozinha.
“Você não pode dar mamadeira para uma criança a vida em inteira. Você dá quando ela é pequena, não consegue andar. Mas depois aprende a comer na colherzinha, em seguida sozinha e chega um ponto que ela precisa se virar. O Estado não pode ficar a vida inteira dando incentivo fiscal para um setor. Incentivo é para desenvolver cadeias, se ela já cresceu e é robusta não precisa mais”, reafirmou Mauro Mendes.
O governador ficou incomodado depois que empresários deram publicidade a informação, considerada pelo Palácio Paiaguás como inverdade, de que um grupo do setor de etanol teria desistido de investir em Mato Grosso porque o projeto de revisão os benefícios fiscais era um desincentivo à indústria do álcool.
“Você não pode dar mamadeira para uma criança a vida em inteira. Você dá quando ela é pequena, não consegue andar. Mas depois aprende a comer na colherzinha, em seguida sozinha e chega um ponto que ela precisa se virar”, disse Mauro.
Mauro argumentou que durante toda a semana tem feito um “esforço gigante” para contra-atacar, segundo ele, com a “verdade, uma das maiores mentiras” que circularam no último fim de semana.
“Melhor que rebater com palavras é rebater com fatos. Já apresentei dois fatos concretos que é sobre a Coca-Cola e estamos apresentando uma indústria de etanol está fazendo mais investimentos em Mato Grosso”, acrescentou o governador logo após empresários do Grupo Inpasa afirmar aos jornalistas que manterão os investimentos previstos para o Estado.
Além disso, fez questão de expor que há setores que trabalham com margem de lucro que ultrapassam 1000% e ainda cobram incentivos fiscais do Governo.
Entenda
Tudo começou no último dia 27, quando a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) enviou nota à imprensa em que criticava o projeto do Governo do Estado. O setor alega que não teve acesso à mensagem do Governo e nem mesmo a entidade foi procurada para debater a proposta.
“Estamos muito preocupados com a maneira em que a Secretaria de Fazenda tem conduzido a proposta, de forma velada, sem transparência e sem chamar as partes envolvidas para uma apresentação prévia, onde poderíamos contribuir com dados reais do setor”, dizia trecho da nota da Ampa.















