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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
19 de Junho de 2026

19 de Junho de 2026, 15h:33 - A | A

CONEXÃO PODER / OPERAÇÃO GEMINI

Faissal rebate acusações da PF sobre transações imobiliárias com desembargador: "Vendi apartamento e indiquei corretor, não tem nada ilegal nisso"

O deputado nega que tenha atuado em transações imobiliárias para ocultar recursos do desembargador Dirceu dos Santos acusado de venda de sentenças.

DO REPÓRTERMT



Em entrevista ao Conexão Poder, o deputado Faissal Calil (PL) rebateu os apontamentos da Polícia Federal de que ele teria feito e intermediado transações imobiliárias para ocultar recursos que seriam dinheiro de propina obtida com venda de sentença, pelo desembargador Dirceu dos Santos. O parlamentar e o magistrado são investigados pela Operação Gemini.

Faissal lembra que foi assessor do desembargador e pela proximidade que tiveram fez uma troca de apartamentos com ele e depois indicou um corretor a Dirceu, quando se separou e procurava outra moradia.

“O apartamento que eu tinha no Vila Real, na época foi 2014, ele falou que tinha interesse e eu vendi para ele. Foi uma permuta, eu peguei outro imóvel perto da minha casa e ele pegou aquele imóvel perto da casa dele, para a filha dele morar”, declarou.

O deputado completou que em 2018 indicou a Dirceu corretagem ao desembargador.

“Eu simplesmente passei o telefone e ele foi lá e negociou um apartamento no Vero (...) Tem alguma coisa de ilegal nisso? Não tem. Eu simplesmente dei o conselho para ele procurar esse pessoal, o corretor que é o Caio, que é irmão do Lúcio, inclusive mostrou vários apartamentos para ele e acabou comprando o Vero, eu não intermediei nada”, ressaltou.

Faissal pontua que ser alvo da operação é resultado de perseguição política e econômica, por atuar como advogado agrário em ações contra invasões de terras em Mato Grosso.

Na Operação Gemini o celular do deputado foi apreendido pela PF.

Veja o vídeo:

 

Assista a entrevista na íntegra:

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