DO REPÓRTERMT
Em entrevista ao Conexão Poder, o deputado Faissal Calil (PL) rebateu os apontamentos da Polícia Federal de que ele teria feito e intermediado transações imobiliárias para ocultar recursos que seriam dinheiro de propina obtida com venda de sentença, pelo desembargador Dirceu dos Santos. O parlamentar e o magistrado são investigados pela Operação Gemini.
Faissal lembra que foi assessor do desembargador e pela proximidade que tiveram fez uma troca de apartamentos com ele e depois indicou um corretor a Dirceu, quando se separou e procurava outra moradia.
“O apartamento que eu tinha no Vila Real, na época foi 2014, ele falou que tinha interesse e eu vendi para ele. Foi uma permuta, eu peguei outro imóvel perto da minha casa e ele pegou aquele imóvel perto da casa dele, para a filha dele morar”, declarou.
O deputado completou que em 2018 indicou a Dirceu corretagem ao desembargador.
“Eu simplesmente passei o telefone e ele foi lá e negociou um apartamento no Vero (...) Tem alguma coisa de ilegal nisso? Não tem. Eu simplesmente dei o conselho para ele procurar esse pessoal, o corretor que é o Caio, que é irmão do Lúcio, inclusive mostrou vários apartamentos para ele e acabou comprando o Vero, eu não intermediei nada”, ressaltou.
Faissal pontua que ser alvo da operação é resultado de perseguição política e econômica, por atuar como advogado agrário em ações contra invasões de terras em Mato Grosso.
Na Operação Gemini o celular do deputado foi apreendido pela PF.
Veja o vídeo:
Assista a entrevista na íntegra:















