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A juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, suspeita que pedidos de escutas telefônicas possam ter sido feitos de forma irregular durante a Operação Querubim.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
A juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, reafirmou nesta sexta-feira (2) as suspeitas de que a história que embasa a Operação Querubim possa ser inverídica. As investigações foram conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil e coordenadas pelo delegado Flávio Stringueta, através de interceptações telefônicas.
“Tenho respeito pelo delegado Stringueta, trabalhamos juntos enquanto ele esteve no GCCO e não tenho contra a pessoa dele, mas tenho o dever de informar toda a irregularidade que eu constatar”, afirmou ela.
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A operação investigou suposta organização criminosa, chefiada pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, para atentar contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB), em 2015. Conforme Stringueta, a suspeita partiu de uma denúncia anônima, feita de um orelhão.
Segundo Selma, a análise dos procedimentos chamados de “barriga de aluguel”, no âmbito da 7ª Vara Criminal, a levaram a crer que a inserção dos números de telefone das ex-funcionárias da Casa Civil do Estado, Tatiana Sangalli e Caroline Mariano, entre as escutas foi feita de forma irregular. As mulheres seriam ligadas ao bicheiro.
“É óbvio que a suposição inicial seja de que a história que embasa a operação possa não ser verídica. Mas eu não afirmei que não é verídica, levantei a suposição e, por dever de ofício, acho que as autoridades devem investigar a respeito”, disse a magistrada, em entrevista para a Rádio Capital FM.
“É óbvio que a suposição inicial seja de que a história que embasa a operação possa não ser verídica. Mas eu não afirmei que não é verídica, levantei a suposição e, por dever de ofício, acho que as autoridades devem investigar a respeito”, disse a magistrada, em entrevista para a Rádio Capital FM.
Ela acrescentou que os mesmos números já haviam sido inseridos em outra lista de escutas de uma investigação da atuação das organizações criminosas Comando Vermelho e PCC, em Mato Grosso. A Operação Forti foi chefiada pela delegada da Polícia Civil, Alana Cardoso, e teve início um mês antes da Operação Querubim.
“Se trata de uma suspeita que ainda está sob investigação. Nesta operação teriam sido inseridos dois números de pessoas que não tinham nenhuma relação com a investigação”, apontou Selma.
Na investigação, Tatiana Sagalli foi identificada como “Dama Lora” e Caroline Mariano, como “Amiguinha”. Selma afirma que os áudios delas nunca foram enviados ao Juízo e logo em seguida, as duas foram retiradas das prorrogações das interceptações telefônicas da operação.
A magistrada argumentou não ter feito pré-julgamento dos oficiais da Polícia Civil.
“Não fiz pré-julgamento, até porque aquele ofício era sigiloso. Vazou para a imprensa não sei como, nem por quem, mas a afirmação que fiz merecia um tratamento sério e sigiloso e acabou virando mais um escândalo”, reclamou Selma.
A solicitação de investigação das operações da juíza Selma Arruda foi formulada na resposta enviada à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sobre a apuração no âmbito judicial do esquema de escutas clandestinas, chamado “barriga de aluguel”, que era monitorado pela Polícia Militar e que interceptou ligações de políticos, advogados, empresários e jornalistas, entre os anos de 2014 e 2015.













