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20 de Outubro de 2017, 14h:23 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO RÊMORA

Juíza diz que defesa de Permínio tem nítida intenção de adiar sentença

Os envolvidos pediram à magistrada a dilação do prazo para apresentação das alegações finais, em razão do Ministério Público ter levado mais de dois meses para apresentação dos seus memoriais.

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Permínio Pinto, ex-secretário de Educação, é acusado de chefiar esquema que desviou R$ 54 milhões dos cofres públicos.

Permínio Pinto, ex-secretário de Educação, é acusado de chefiar esquema que desviou R$ 54 milhões dos cofres públicos.

FLÁVIA BORGES
DA REDAÇÃO



A juíza Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, afirmou que o pedido das defesas do ex-secretário estadual de Educação, Permínio Pinto, Fábio Frigeri, Moisés Dias da Silva e Juliano Jorge Haddad, alvos da Operação Rêmora, tem “nítida ação em protelar ao máximo a conclusão dos autos para sentença”.

Os envolvidos pediram à magistrada a dilação do prazo para apresentação das alegações finais, em razão do Ministério Público ter levado mais de dois meses para apresentação dos seus memoriais.

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“Analisando detidamente os pedidos formulados pelas defesas dos acusados Permínio Pinto Filho, Fábio Frigeri, Moisés Dias da Silva Filho e Juliano Jorge, constato que os mesmos não merecem acolhimento, isso porque, não restou demonstrada a existência de motivos de força maior, em virtude de complexidade no andamento do processo, o que se verifica é que as defesas comparecem nos autos com incidentes nitidamente protelatórios, visando postergar ao máximo que os mesmos venham conclusos para prolatação da sentença”, decidiu a juíza.

Todos os réus são alvos da Operação Rêmora, desencadeada em julho de 2016 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e que apura um esquema de fraudes em licitações que vinham ocorrendo desde 2015 na Seduc.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE-MT), a organização criminosa era formada por servidores públicos estaduais e empresários do ramo de construção civil organizados em cartel. Eles distribuíram entre si diversas licitações de construção e reforma de escolas públicas estaduais junto à Seduc. O montante das obras afetadas foi avaliado em R$ 54 milhões.   


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