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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
19 de Junho de 2026

05 de Julho de 2019, 12h:35 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO

Juiz mantém bloqueio de bens de empresário por desvio de R$ 9 milhões da Assembleia

Foram bloqueados R$ 738 mil do empresário Edilson Guermand de Queiroz. O MP requer a devolução de R$ 18,9 milhões aos cofres públicos.

MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO



O empresário Edilson Guermand de Queiroz, réu na Operação Ventríloquo, teve seu pedido de desoneração de patrimônio negado. A decisão é do juiz Bruno D'Olveira Marques, da Vara Especializada em Ação Cível e Ação Popular de Cuiabá, e foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta sexta-feira (5).

A Operação Ventríloquo investigou desvios de R$ 9,48 milhões da Assembleia Legislativa nos anos de 2013 e 2014.

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Edilson sofreu bloqueio de R$ 738 mil em seu patrimônio. Ele alegou no pedido que os bens bloqueados são excedentes ao dano apontado.

No entanto, o magistrado foi desfavorável à solicitação, “assim sendo, indefiro, por ora, o pedido de “desoneração do patrimônio” efetivado no item 3 da petição de Id nº 19609440, sem prejuízo de sua posterior reapreciação acaso comprovado o alegado excesso", determinou.

São investigados no processo da Operação Ventríloquo: os ex-parlamentares José Riva, Mauro Savi e Gilmar Fabris. Também são citados: Anderson Flávio de Godoi, Luiz Márcio Bastos Pommot, Francisvaldo Mendes Pacheco, Odenil Rodrigues de Almeida, Ana Paula Ferrari Aguiar, Marcelo Henrique Cini, Cleber Antônio Cini, Valdir Daroit, Leila Clementina Sinigaglia Daroit, Claudinei Teixeira Diniz, Edilson Guermand de Queiroz e José Antônio Lopes.

Em março, o Ministério Público do Estado (MPE) ingressou com uma ação civil pública de improbidade administrativa pedindo que os réus na Operação Ventríloquo devolvam o montante de R$ 18,9 milhões aos cofres públicos e requerendo o afastamento do deputado Romoaldo Júnior (MDB), que é um dos réus no processo. Também foi solicitada a indisponibilidade de bens de todos os requeridos.

Segundo a denúncia, a Assembleia contratou um seguro junto ao antigo Bamerindus Companhia de Seguros na década de 90 (hoje HSBC, que o incorporou), no entanto, não pagou os valores devidos, o que levou a Seguradora a ingressar com ação de execução no ano de 1997. Foi promovido então um acordo de forma irregular.

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