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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
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04 de Julho de 2019, 18h:27 - A | A

PODERES / INCREMENTO DE RECEITA

Governo prevê arrecadar meio bilhão de reais com revisão dos incentivos fiscais

De acordo com o governador, caso o projeto seja aprovado, o dinheiro começará entrar no caixa a partir de janeiro de 2020.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O Governo do Estado espera arrecadar cerca de R$ 500 milhões a mais, a partir do ano que vem, se o projeto que prevê a reinstituição e revogação dos incentivos fiscais em Mato Grosso, encaminhado à Assembleia Legislativa, for aprovado pelos deputados.

A informação foi confirmada pelo próprio governador Mauro Mendes (DEM) durante entrevista coletiva no Palácio Paiaguás, na tarde desta quinta-feira (04), marcada para rebater afirmações publicadas por empresários contrários à medida o que o democrata chamou de “grande fake news”.

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Mauro explicou que durante toda a semana tem feito um “esforço gigante” para contra-atacar, segundo ele, com a “verdade, uma das maiores mentiras” que circularam no fim de semana.

“Disseram que um grupo que pretendia investir em Mato Grosso ia abortar todos os investimentos porque a lei era um desincentivo à indústria do álcool”, pontuou.

“Melhor que rebater com palavras é rebater com fatos. Já apresentei dois fatos concretos: da Coca-Cola e estamos apresentando uma indústria de etanol está fazendo mais investimentos em Mato Grosso”, disse governador.

“Melhor que rebater com palavras é rebater com fatos. Já apresentei dois fatos concretos: da Coca-Cola e estamos apresentando uma indústria de etanol está fazendo mais investimentos em Mato Grosso”, acrescentou o governador logo após empresários do Grupo Inpasa afirmar aos jornalistas que manterão os investimentos previstos para o Estado.

Mauro Mendes fez questão de expor que há setores que trabalham com margem de lucro que ultrapassam 1000% e ainda cobram incentivos fiscais do Governo.

“O que não podemos concordar é com a desfiguração do projeto, porque isso trará graves prejuízos ao Estado. Ou vocês concordam que alguém que tem quase 1000% de margem de lucro precisa ter incentivo fiscal?”, questionou o democrata.

 Sobre a possibilidade de desfigurar o projeto com a finalidade atender setores como o da carne, por exemplo, o governador deixou claro que aceita sugestões positivas do empresariado, porém, não fará mudanças substanciais na proposta que está sob análise na Assembleia.

“O governo está sempre disposto a dialogar. Já fizemos diálogo com os setores, com a Assembleia, estamos explicando e desmistificando algumas mentiras contadas nos últimos dias. Após isso, toda boa sugestão, que não venha a desfigurar a lei. Algumas modificações que sejam positivas certamente serão bem-vindas”, afirmou.

“Toda boa sugestão, que não venha a desfigurar a lei. Algumas modificações que sejam positivas certamente serão bem-vindas”, explicou.

Investimento em MT

A coletiva convocada pelo próprio Governo tinha como objetivo desmentir que o Grupo Inpasa não iria mais investir no Estado por causa do projeto que prevê a revisão dos incentivos fiscais.

De acordo com o diretor executivo da empresa, Rafael Augusto Ranzolin, o ambiente em Mato Grosso é propício para o desenvolvimento da cadeia do etanol de milho.

“Temos incentivos fiscais atrativos para a indústria de etanol de milho além da matéria prima”, disse.

Segundo Ranzolin, nos próximos 15 dias a primeira usina de etanol do grupo no Brasil entrará em funcionamento na cidade de Sinop, em investimento superior a R$ 1 bilhão. Além dessa planta, uma nova unidade será construída em Nova Mutum e já existe a prospecção de outros empreendimentos pelo Estado, que totalizam o valor em investimentos na ordem de R$ 5 bilhões.

A usina

Com o início da operação da Inpasa em Sinop serão gerados 280 empregos diretos e cerca de 1.500 empregos indiretos.

A produção anual será de 460 milhões de litros de álcool por ano, moendo 1 milhão de toneladas de milho.

 

 

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