DA REDAÇÃO
O cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Correa Júnior, considerado peça-chave no processo que apura o esquema de interceptações telefônicas ilegais – revelou que o acordo financeiro de R$ 50 mil para bancar o esquema denominado de “grampolândia pantaneira” ocorreu no Restaurante Reserva, na estrada de Chapada dos Guimarães (65 km da Capital), com a participação dele e dos ex-secretários Paulo Taques (Casa Civil) e do coronel da PM Evandro Lesco (Casa Militar), em 2014, quando nenhum deles ainda ocupava cargos de confiança no Governo do Estado.
A declaração ocorreu na última segunda-feira (16) após o militar afirmar aos investigadores da Polícia Civil que tinha interesse em colaborar com a Justiça.
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No trecho de um vídeo, no qual o site MídiaNews teve acesso, o cabo conta em depoimento ao delegado Flavio Stringueta, que foi juntamente com o coronel Lesco até o restaurante para se encontrar com Paulo Taques, que à época era um dos organizadores da campanha do então candidato ao Governo do Estado, Pedro Taques.
“Ele demonstrou que sabia da plataforma, perguntou alguns detalhes técnicos como funcionaria e eu respondi. Também nessa data é que eu, particularmente, tomei conhecimento que essa plataforma seria também utilizada para conotação política e alguns interesses políticos”, explicou o militar.
Gerson Luiz Correa Júnior revela, ainda, que após o projeto ficar pronto o entregou ao ex-comandante-geral da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, período em que ainda não havia assumido o cargo.
“Montei um projeto onde relatei as necessidades tecnológicas e também da parte de hardware (equipamento físico de computadores) a serem utilizados para implementar a interceptação telefônica”, confessou o cabo.
Certo tempo depois, ainda no mês de setembro, Gerson disse que ele e Lesco foram a uma casa, onde funcionava um escritório, no bairro Consil, em Cuiabá.
"Eu e o coronel Lesco fomos até um escritório. Nessa ocasião, o coronel Lesco adentrou na residência e veio de lá com montante de R$ 50 mil que foi repassado pelo senhor Paulo Taques”, destacou.
No entanto, o militar afirma que Evandro Lesco só repassou R$ 13 mil a ele porque a outra parte seria reservada para demandas financeiras futuras.
Depois disso ele conta que o grupo ativou a plataforma de escutas clandestinas.
Veja o vídeo:















