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O ex-diretor-presidente da EIG Mercados, Valter José Kobori, seria o responsável pela captação da propina, diante da relação de amizade que mantinha com os advogados Paulo e Jorge Taques.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O ex-diretor-presidente da EIG Mercados, Valter José Kobori, afirmou no depoimento aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na última sexta-feira (11), ter comentado com o dono da empresa, José Ferreira Gonçalves, que os pagamentos de propina para manutenção do contrato com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) seriam suspensos no atual Governo.
A declaração de Kobori vai contra a confissão do empresário, que declarou ter sido procurado pelo ex-diretor para acertar a manutenção do contrato, pagando 2,6 milhões ao ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, e ao irmão dele, o advogado Pedro Jorge Taques.
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De acordo com José Ferreira, Kobori seria o responsável pela captação da propina, diante da relação de amizade que mantinha com os advogados. No entanto, o ex-diretor afirmou, em seu depoimento, ter comentado com o dono da EIG que os pagamentos teriam fim, pontuando ter certeza da boa índole da família, uma vez que o primo dos advogados, o governador Pedro Taques (PSDB) assumiria o comando do Estado.
“Que ressalta que não teria essa mesma certeza em relação aos outros contratos da FDL/EIG com outros Detran’s, do Estado de Maranhão, Alagoas e Piauí; Que acredita que os contratos dos Detran’s desses Estados não tinham sido renovados, pelo simples fato de ter implementado compliance e não ter recebido os representantes desses Estados”, pontuou Kobori, aos promotores Samuel Frungilo e Carlos Roberto Zarour Cesar, do Gaeco.
Operação
A Operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Operação Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos. A investigação apura esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina, por meio de contrato da empresa EIG Mercados e o Detran, na ordem de R$ 27,7 milhões, que operou de 2009 a 2015.














