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02 de Setembro de 2021, 12h:00 - A | A

PODERES / CHAMOU DE EXAGERO

Emanuel vai recorrer contra decisão judicial para retomar as aulas em Cuiabá

Prefeito considerou exagero da Justiça impor a volta às aulas agora, sendo que o retorno está programado para o dia 4 de outubro

Daffiny Delgado

O prefeito Emanuel Pinheiro quer retorno das aulas no dia 4 de outubro

O prefeito Emanuel Pinheiro quer retorno das aulas no dia 4 de outubro

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO



O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou na manhã desta quinta-feira (2), que irá recorrer da decisão judicial obtida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT), que obriga o retorno das aulas presenciais no Ensino Público Municipal.

A decisão foi assinada na última terça-feira (31), pela juíza Gleide Bispo Santos, da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude da Capital. De acordo com a liminar, foi determinado o retorno em sistema híbrido a partir do dia 8 de setembro.

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Em entrevista à Rádio Vila Real, o prefeito explicou que a Prefeitura ainda não foi notificada sobre a decisão e classificou como “exagerada” atitude do MP, tendo em vista que ele já tinha programado o retorno das atividades nas escolas para o dia 04 de outubro.

"Eu considerei um pouco exagerada essa decisão, mas decisão judicial não se critica, se cumpre. Mas irei recorrer em respeito aos 54 mil alunos da rede pública, em respeito aos mais de 7 mil profissionais da educação, nossa equipe pedagógica, toda equipe da Secretaria de Educação, que está trabalhando duro em um planejamento criterioso durante todo esse período da pandemia, preparando a retomada gradativa e segura das aulas híbridas. Eu tenho que recorrer porque nós sabemos o que estamos fazendo. Respeito o Ministério Público, respeito a posição do Poder Judiciário, mas tenho o direito de não concordar e de recorrer e é o que iremos fazer assim que recebermos a notificação”, afirmou.

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Em sua decisão, a magistrada apontou como contrassenso o fato de o Município ter autorizado a volta às aulas na rede particular, enquanto não quer que a rede pública funcione. Ela ainda estabeleceu em caso de descumprimento, a aplicação de multa diária de R$ 100 mil.

“Eu não sou contra a volta, mas vamos para razoabilidade, falta um mês só. Estou querendo segurança maior para os estudantes. Eu só quero um mês para imunizar todos os profissionais da educação na segunda dose, respeitando os 15 dias da segunda dose. Qual é o desespero? Já foi um ano e meio. Estou fazendo tudo planejado, está no meu decreto volta 4 de outubro as aulas”, completou prefeito.

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