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07 de Outubro de 2020, 12h:02 - A | A

PODERES / ELEIÇÕES 2020

Emanuel recorre à Justiça para proibir ataques de Mauro Mendes

Candidato à reeleição afirma que tem sido alvo de críticas do governador, que apoia Roberto França na disputa pela Prefeitura de Cuiabá

Conexão Poder

Defesa afirma que Mauro Mendes tem atacado Emanuel Pinheiro para prejudicá-lo de forma eleitoral

Defesa afirma que Mauro Mendes tem atacado Emanuel Pinheiro para prejudicá-lo de forma eleitoral

CAROLINA HOLLAND
DA REDAÇÃO



Candidato à reeleição, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), entrou com pedido na Justiça para que o governador Mauro Mendes (DEM) seja proibido de dar declarações que possam levar danos à sua imagem. Mendes, que apoia o adversário de Emanuel na disputa pela Prefeitura da capital, Roberto França (Patriota), tem feito críticas ao atual gestor da capital.

O pedido de liminar foi feito na terça-feira (6). Nele, a defesa de Emanuel diz que a Constituição Federal garante a liberdade de expressão, mas que esse direito deve ser restrito “quando tal liberdade afetar o caráter inviolável da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas”, e que o prefeito tem sofrido ataques pessoais do governador.

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"As ofensas pessoais já perduram por meses, sendo certo que se intensificaram neste período eleitoral, pois o atual Governador tem se valido do cargo que ocupa para aniquilar, de forma gradual, a candidatura à reeleição do Requerente (Emanuel Pinheiro), criando artificialmente na opinião pública, estados mentais, emocionais e passionais, influenciando diretamente na escolha do eleitor", diz trecho da ação. 

A defesa lembra que em entrevistas e eventos recentes, Mendes disse que o prefeito é “um malandro de carteirinha”, que a Prefeitura de Cuiabá se tornou um “antro de corrupção” e que Emanuel “está envolvido em esquema de corrupção” e "que o fim de Emanuel Pinheiro será igual ou pior que o de Silval Barbosa".

Afirmando que as declarações do governador extrapolam os limites de "crítica pura a uma figura pública", e para "se evitar o desvio da finalidade da propaganda eleitoral futura no horário gratuito no rádio e na televisão que possam difamar/injuriar ou caluniar o Requerente", é feito o pedido para que o governador "se abstenha de proferir quaisquer tipos mensagens e falas que possam macular a imagem do Requerente e prejudiquem sua candidatura, que causem constrangimento perante seus amigos, familiares, correligionários, eleitores e população em geral ou ainda que tenham o condão de influenciar a escolha do eleitor".

A Justiça ainda não julgou o pedido.

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