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09 de Maio de 2018, 17h:40 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO BÔNUS

Desembargador nega afastamento e diz que Botelho não atrapalha investigação

De acordo com o desembargador José Zuquim, apesar de o Gaeco pedir o afastamento do presidente da Assembleia legislativa, Eduardo Botelho não estaria agindo para a obstrução da Justiça.

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O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, não estaria obstruindo a Justiça, segundo desembargador José Zuquim.

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, não estaria obstruindo a Justiça, segundo desembargador José Zuquim.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O desembargador do Tribunal de Justiça, José Zuquim afirmou não existirem provas de que o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM) estaria agindo para atrapalhar as investigações da Operação Bereré e negou o pedido de afastamento proposto contra o parlamentar pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A operação investiga esquema de fraudes em licitação e pagamento de propina pela empresa EIG Mercados que possui contrato com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e teve sua segunda fase deflagrada nesta quarta-feira (9), denominada Operação Bônus.

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De acordo com Zuquim, o Gaeco apontou a participação de Botelho no esquema, porém considerou como “medida excepcional” o afastamento do presidente da Casa de Leis, uma vez que ele não estaria agindo para a obstrução da Justiça.

“Outrossim não vejo, por ora, de que forma sua influência poderia comprometer a integridade da instrução processual, já que não há qualquer indicação de que em seu poder possa haver provas sobre os crimes investigados ou que ele esteja agindo para fraudar, destruir ou impedir o acesso a algum elemento probante, seja documental ou testemunhal”, escreveu o desembargador.

Botelho será interrogado pelo Gaeco na próxima sexta-feira (11), às 10 horas.

Operação

A Operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Operação Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.

Ao todo, foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.

Foram presos na segunda fase da operação, o deputado Mauro Savi, que foi afastado do cargo parlamentar, os advogados Paulo e Pedro Jorge Taques, os empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo”, além do ex-diretor-presidente da EIG Mercados, Valter José Kobori.

A investigação apura esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina, por meio de contrato da empresa EIG Mercados e o Detran, na ordem de R$ 27,7 milhões, que operou de 2009 a 2015, na ordem de R$ 27,7 milhões, que operou de 2009 a 2015.

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