DA REDAÇÃO
O Plenário da Assembleia Legislativa aprovou, na sessão vespertina desta terça-feira (17), o requerimento do deputado Lúdio Cabral (PT) para que os delegados Lindomar Tofoli e Anderson Veiga sejam ouvidos sobre a suposta denúncia de uso político da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), com o objetivo de investigar, politicamente, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), por suposta compra de votos de vereadores para cassar o mandato de Abílio Júnior (PSC).
Os dois delegados foram transferidos da Defaz, à época, para a Diretoria Metropolitana. No entanto, o Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso emitiu nota em que afirmava que “a remoção se deu em ato administrativo sem razões fáticas e fundamentação legal”.
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No documento, Lúdio Cabral defendeu que os delegados possam explicar os fatos envolvidos na transferência, ocorrida em meio à denúncia feita pelo prefeito de que o governador Mauro Mendes (DEM) tentou usar politicamente o aparato policial.
Apesar da convocação, a data para ouvir Tofoli e Veiga será determinada pela Mesa Diretora da Casa.
A decisão de ouvir os delegados ocorre numa semana em que a defesa de Lindomar Tofoli ingressou com Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) alegando que foi vítima de três transferências de unidade policial sem justificativa.
A primeira transferência do então delegado da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), segundo documento, aconteceu no mesmo dia em que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) denunciou que a unidade estava sendo, supostamente, usada politicamente para sujar sua imagem.
A defesa aponta que as remoções foram feitas sem justificativa, além de citar notícias da suposta perseguição política contra Tofoli. Entenda aqui
Nesta terça-feira, o prefeito Emanuel Pinheiro voltou a cobrar, na imprensa, que a Assembleia precisava dar uma resposta sobre a denúncia feita por ele.
Emanuel disse que tem falado constantemente com a vice-presidente da Assembleia, Janaina Riva (MDB), e os deputados Lúdio Cabral (PT) e Max Russi (PSB) para reforçar a necessidade dos depoimentos dos delegados, que foram removidos da Defaz, para esclarecer os fatos - veja mais aqui.
















