RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO
A defesa do delegado Lindomar Tófoli ingressou com Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) alegando que foi vítima de três transferências de unidade policial sem justificativa.
A primeira transferência do então delegado da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) aconteceu no mesmo dia em que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) denunciou que a unidade estava sendo, supostamente, usada politicamente para que sujar sua imagem.
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O mandado de segurança foi ingressado no TJ na última sexta-feira (13). A defesa aponta que as remoções foram feitas sem justificativa, além de citar as notícias da suposta perseguição política.
Toffoli foi retirado primeiramente da Defaz, em 03 de dezembro e lotado na Delegacia Regional de Várzea Grande (Portaria de nº 189/2019). Depois, em 05 de dezembro, foi transferido para a 1ª Delegacia de Polícia do Centro de Várzea Grande e na Central de Ocorrências (portaria 92/2019). No dia 12 de dezembro, outra portaria (95/2019) lotou o delegado como Titular da 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, onde está atualmente.
A defesa do delegado afirma que todas as remoções e lotações foram feitas de forma injustificada.
“Todo ato administrativo deve ter seus motivos devidamente tornados públicos, com a indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, de forma explícita, clara e congruente. Não apenas por decorrência dos postulados da cidadania e do acesso à Justiça (artigo 1º, II e artigo 5º, XXXV da Lei Fundamental)15, mas como exigência do artigo 2º, § 5º da Lei nº 12.830/201316”, justifica a defesa, assinada pelo advogado Ricardo Oliveira.
A do delegado também demonstra o quanto a atuação dele foi relevante na Defaz, especialmente nos crimes de corrupção – citando as operações Sodoma, Especialista, Ippon, Sangria etc.
A defesa de Tofoli argumentou ainda que ele já foi vítima de perseguição política no governo Silval Barbosa, onde também foi transferido da Defaz após pressão da classe política e empresarial que ele investigava.
“O impetrante vez ou outra sofre com perseguição política, a exemplo do quanto noticiado pela imprensa nos idos de 2015, quando foi removido da Delegacia Fazendária para a Delegacia de Entorpecentes por pressão de figurões da classe política e empresarial que se sentiram prejudicados com as investigações em andamento”.
A saída da Defaz é apontada como maléfica a uma série de inquéritos policiais em andamento, os quais o delegado participava ativamente das investigações.
Remoção sob suspeita
Conforme noticiado pelo
, o delegado foi removido no mesmo dia em que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) protocolou denúncia na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) afirmando que um grupo ligado ao Governo estadual estaria usando a máquina para persegui-lo politicamente.
A denúncia de Emanuel aponta que o objetivo é prejudicar a imagem política do prefeito e, por isso, pessoas estariam pressionando a Defaz a abrir investigações.
Um dos principais pontos a serem apurados é a denúncia de que Emanuel teria pago para vereadores cassarem o mandato de Abílio Brunini (PSC) – principal oposição da gestão municipal na Câmara de Vereadores de Cuiabá.

















Eduardo Rodrigues 18/12/2019
Inacreditável futebol clube. Na denuncia dos grampos feita pelo promotor Mauro Zaque, o mesmo argumento foi usado: denuncia anônima. Ele "achou" a denuncia em cima de sua mesa, quando era secretário de segurança. Alguém imagina uma pessoa entrando na sala do secretário de segurança sem ser visto? mentira deslavada. Prova obtida de forma ilícita, exatamente o mesmo caso que soltou esses PM. O mesmíssimo caso e decisões diferentes. Mesma coisa no caso da delegada Alessandra, que teve seu processo por grampo ilegal. O mesmo grampo que fez a OM, mas a delegada era secretária adjunta do Mauro Zaque. Processo arquivado. Vergonha deste Brasil.
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