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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
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18 de Outubro de 2017, 17h:12 - A | A

PODERES / COLABOROU COM INVESTIGAÇÃO

Delegados pediram soltura de cabo da PM preso por 'grampos'

A solicitação foi feita ao desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, após o depoimento, na segunda-feira (16), em que o cabo da PM, Gerson Ferreira, aceitou colaborar com as investigações e apontar os envolvidos no esquema.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



Os delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta pediram a soltura do cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Ferreira, acusado de participação no esquema de interceptações telefônicas clandestinas.

A solicitação foi feita ao desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, após o depoimento, na segunda-feira (16), em que o militar aceitou colaborar com as investigações e apontou os envolvidos no esquema.

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Diante de tudo isso, solicitamos a Vossa Excelência que, caso seja também de seu entendimento, revogue as prisões do investigado cabo PM Gerson Correa para que responda por seus atos em liberdade, caso outros motivos não existam para que fique preso”, escreveram Feldner e Stringueta.

Nos relatou informações que foram negociadas em tratativas de colaboração premiada. (...) Diante de tudo isso, solicitamos a Vossa Excelência que, caso seja também de seu entendimento, revogue as prisões do investigado cabo PM Gerson Correa para que responda por seus atos em liberdade, caso outros motivos não existam para que fique preso”, escreveram Feldner e Stringueta, em trecho do pedido.

No entanto, os delegados apontaram não ser possível dar continuidade ao trâmite da delação por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que avocou todos os inquéritos, referentes aos grampos, na sexta-feira (13). Dessa forma, não caberá a Perri a decisão da soltura do cabo.

O acordo de colaboração também continha pedido para que Gerson fosse mantido no cargo, qualquer que fosse a pena aplicada a ele.

A delação não chegou a ser homologada, porém, o cabo revelou detalhes do esquema, como a participação do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, que teria pago R$ 50 mil para garantir a continuidade das interceptações telefônicas ilegais de políticos, empresários, advogados e jornalistas durante a campanha eleitoral ao Governo do Estado, em 2014.

Ainda de acordo com o militar, o valor foi repassado diretamente ao ex-secretário-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, com a ordem de que as escutas fossem estritamente políticas.

Gerson também apontou a criação de uma “estória cobertura” para que o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) investigasse uma trama de atentado contra a juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda.

Segundo Gerson, a irregularidade teria sido cometida com a anuência do então coordenador do Gaeco, Marco Aurélio de Castro, e da própria Selma para que fossem interceptados o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, suspeitos do atentado.

O cabo da PM foi apontado por Perri como o operador e executor do Sistema Sentinela, equipamento desenvolvido para que as escutas ilegais fossem feitas pela PM, por meio do Núcleo de Inteligência. Ele está detido no Centro de Custódia da Capital desde o dia 23 de maio.

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