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Cuiabá, 15 de Julho de 2024
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23 de Outubro de 2017, 16h:51 - A | A

PODERES / GRAMPOLÂNDIA

Delator diz que se sente ameaçado e não teme 'pagar com própria vida'

Ele foi acionado pelo grupo para tentar “espionar” o desembargador Orlando Perri em busca de elaborar alguma prova que pudesse incriminar o magistrado, no intuito de afastá-lo das investigações.

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO



O delator do esquema de grampos, tenente-coronel da Polícia Militar (PM) José Henrique da Costa Soares, que conta atualmente com uma escolta de nove homens armados para fazer sua segurança, afirmou em entrevista à TV Centro América nesta segunda-feira (23) que se sente ameaçado pela organização criminosa, mas que não teme "pagar com a vida". 

“Os policiais que estão comigo perceberam que têm pessoas nos monitorando. Há pessoas me vigiando e eu, se tiver que pagar o preço com a minha própria vida, eu vou pagar. Estou disposto”, disse tenente-coronel.

“Os policiais que estão comigo perceberam que têm pessoas nos monitorando. Há pessoas me vigiando e eu, se tiver que pagar o preço com a minha própria vida, eu vou pagar. Estou disposto”, disse.

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Ele foi acionado pelo grupo para tentar “espionar” o desembargador Orlando Perri em busca de elaborar alguma prova que pudesse incriminar o magistrado, no intuito de afastá-lo das investigações.

“Tudo para esta trama ser....Era questão de manutenção do grupo, permanência do grupo, tudo para afastar o desembargador Orlando Perri das investigações”, disse o delator do esquema em entrevista à TVCA.

 

Soares comentou que acredita que os esquemas criminosos referentes aos grampos clandestinos e a tentativa de prejudicar as investigações serão esclarecidos.

“A verdade vai aparecer, porque tem muita prova que foi produzida e vai ser reproduzida. O próprio cabo Gerson, nos últimos instantes em que o procedimento iria subir para o STJ, falou quase tudo. O [coronel] Lesco também iria falar quase tudo. Então, eu acredito que essas pessoas, no STJ, vão falar o que aconteceu”, pontuou.

O delator afirmou em depoimento à Polícia Judiciária Civil (PJC), em setembro deste ano, que em troca desses serviços ele seria supostamente promovido a coronel na corporação. 

“Se eu fizesse isso, se expusesse o próprio desembargador, eu seria agraciado com a promoção a coronel. Tudo que fosse necessário para atrapalhar as investigações. O que estava feito estava feito, inclusive apontando na defesa, no relatório, que eles apenas estavam obedecendo ordens. Colocaram na conta do coronel Zaqueu”, disse Soares.

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