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02 de Outubro de 2017, 07h:00 - A | A

PODERES / PEC DO TETO

Botelho quer derrubar emenda de Maluf que prevê maior repasse a poderes

O deputado Guilherme Maluf (PSDB) sugeriu que o poderes continue recebendo parte do excesso de arrecadação mesmo com aprovação da PEC que limita gastos públicos.

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Eduardo Botelho diz que emendas tiram essência da PEC que limita gastos públicos.

Eduardo Botelho diz que emendas tiram essência da PEC que limita gastos públicos.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), disse que caso não passem um "pente-fino” nas emendas sugeridas ao Projeto de Emenda a Constituição (PEC), que limita o teto dos gastos públicos pelos próximos dois anos, não é necessário nem colocar a mensagem em votação.

Botelho é contra, por exemplo, a uma emenda do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) - presidente da Comissão Especial que vai estudar a PEC – sugerindo que os poderes tenham direito sobre parte do excesso de arrecadação como é garantido em lei. No entanto, na proposta do Governo do Estado esse tipo de repasse extra fica proibido.

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“O Executivo precisa controlar gastos para que haja mais capacidade de investimento. Então, se continuar repassando o excesso de arrecadação do aumento dos percentuais não precisa ter isso [a PEC]”, argumentou o presidente da Assembleia.

“O Executivo precisa controlar gastos para que haja mais capacidade de investimento. Então, se continuar repassando o excesso de arrecadação do aumento dos percentuais não precisa ter isso [a PEC]”, argumentou.

Eduardo Botelho afirmou ainda que se depender dele, a proposta de Maluf será retirada do projeto, porém, é preciso que os demais deputados entrem em um consenso para aprovar o texto sem perder a essência.

“Eu acredito que isso será amplamente discutido, mas não posso precisar porque só tenho um voto. Mas, acredito que sim [será derrubada]”, explicou.

O parlamentar também destacou que todos precisam entender que, com a PEC, Mato Grosso deixará de pagar uma dívida milionária com o Governo Federal, o que vai trazer alívio aos cofres públicos.  

“O Estado não pode abrir mão de fazer essa PEC e nem deixar R$ 1,3 bilhão da União com a renegociação da dívida. Temos que ter essa consciência”, destacou.

Até o momento, segundo o presidente, a PEC do Teto já recebeu pelo menos 30 emendas enviadas por parlamentares e de instituições como Ministério Público Estadual e os Tribunais de Contas e Justiça. 

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