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Fávaro já negou ligação com a contratação e atribuiu ao PSD e à empresa responsável as explicações sobre o serviço.
DO REPÓRTERMT
O senador Carlos Fávaro (PSD) convocou uma coletiva para a tarde desta segunda-feira (20). A missão será tentar explicar por que seu nome aparece em uma ação na qual uma prestadora de serviço cobra cerca de R$ 65 mil e relata falta de pagamento e condições de trabalho que compara a um regime de escravidão.
Conforme noticiado pelo RepórterMT, Patrícia Cristina afirma que foi contratada para aplicar questionários em bairros como Pedra 90 e Tijucal. O pagamento combinado seria de R$ 1.850, mas teria sido alterado para um sistema de comissão por produtividade.
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A prestadora diz ter realizado 499 entrevistas, mas que parte do serviço não foi paga. Ela também relata que trabalhou sob o sol forte de Cuiabá, sem água, e que precisava enviar pelo WhatsApp fotografias das casas visitadas para comprovar o trabalho.
Fávaro alega que a pesquisa foi encomendada pelo PSD e executada pela empresa Rumo Pesquisas. Em nota, classificou como “juridicamente infundado e moralmente irresponsável” atribuir a ele as condições denunciadas.
Com a repercussão negativa Fávaro convocou coletiva para se explicar. Agora ele terá de esclarecer quem contratou a pesquisa, quem definiu a remuneração, quem fiscalizava a equipe e por qual motivo o senador acabou incluído.
Acusações de calote e exploração de trabalho são graves demais para serem encerradas apenas com troca de notas e empurra-empurra de responsabilidades. Fica a dica!
O senador Carlos Fávaro encaminhou nota à Redação em resposta às reportagens publicadas pelo RepórterMT. Confira a manifestação na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
"O senador Carlos Fávaro não tem qualquer relação com o caso narrado na matéria publicada. A pesquisa de opinião pública foi contratada pelo Partido Social Democrático (PSD) e executada pela empresa Rumo Pesquisas. Cabe exclusivamente à empresa contratada prestar esclarecimentos sobre as condições de trabalho oferecidas aos pesquisadores, os critérios de remuneração, a coordenação da equipe e qualquer outra questão operacional relativa ao serviço.
A postura descrita na matéria não condiz com o que o senador defende e não pode, sob nenhuma hipótese, ser atribuída a ele.
A própria matéria reconhece que o trabalho não consta na prestação de contas do senador junto ao Senado Federal, o que evidencia a ausência de vínculo entre o parlamentar e a operação da pesquisa. Atribuir ao senador responsabilidade por condutas de uma empresa terceirizada, sem qualquer prova de participação ou conhecimento dos fatos, é juridicamente infundado e moralmente irresponsável.
O senador Carlos Fávaro é defensor incondicional do trabalho digno. Luta pelo fim da escala 6x1, pela valorização e recomposição salarial dos servidores públicos, pelo respeito integral aos direitos dos trabalhadores do setor privado e dedica atenção especial aos trabalhadores do campo e agricultores familiares, que sustentam a economia de Mato Grosso e do Brasil. Sua trajetória pública é inteiramente incompatível com qualquer forma de exploração do trabalho.
Portanto, além de caluniosa e leviana, a matéria não respeitou princípios básicos do jornalismo ao deixar de ouvir o outro lado antes da publicação, o que revela ausência de compromisso com a verdade e com a informação responsável."












