Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Recursos enviados a Jangada entraram na mira dos órgãos de controle após falhas na aplicação.
DO REPÓRTERMT
Uma emenda Pix de R$ 28,7 milhões enviada pelo então senador Carlos Fávaro para Jangada, em 2023, chama atenção pelo tamanho do repasse. Dividido pelos 7.426 habitantes estimados pelo IBGE, o valor representa R$ 3.864,79 para cada morador do município.
Evidentemente, o dinheiro não foi distribuído entre a população. A conta, porém, ajuda a dimensionar o tamanho da bolada destinada a uma das menores cidades de Mato Grosso. Do total, R$ 26,8 milhões foram reservados para pavimentação asfáltica.
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O problema está na aplicação dos recursos. A Controladoria-Geral da União apontou falhas no planejamento, na fiscalização, na transparência e na prestação de contas. Já o Tribunal de Contas de Mato Grosso identificou indícios de superfaturamento, medições acima dos serviços executados, baixa qualidade nas obras e possível prejuízo aos cofres públicos.
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Quando uma cidade de 7,4 mil moradores recebe uma emenda Pix de R$ 28,7 milhões, cada centavo e cada metro de asfalto precisam ser explicados. Afinal, é dinheiro equivalente a quase R$ 3,9 mil por cabeça, mas que, segundo os órgãos de controle, ainda carece de transparência.
Cálculo: R$ 28.700.000 ÷ 7.426 habitantes = R$ 3.864,79 por morador. População baseada no ultimo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).












