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Cuiabá, 27 de Maio de 2024
27 de Maio de 2024

16 de Setembro de 2010, 15h:53 - A | A

PAPO RETO /

Dinheiro de escândalo de Erenice pagaria contas de campanha de Dilma, diz jornal



Reportagem publicada na edição desta quinta (16) do jornal "Folha de S.Paulo" informa que a empresa EDRB do Brasil acusou Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Interessada em instalar uma central de energia solar no Nordeste, a EDRB informou, segundo o jornal, que o projeto estava parado desde 2002 na burocracia federal até que, no ano passado, seus donos foram orientados por um servidor da Casa Civil a procurar a Capital Consultoria.

A empresa foi aberta em nome de um dos filhos de Erenice, Saulo, e teria sido usada por Israel Guerra para ajudar uma empresa do setor aéreo a fechar contrato com os Correios .

Segundo a reportagem, graças à mediação da Capital, representantes da EDRB disseram ter sido recebidos em audiência oficial por Erenice Guerra na Casa Civil, em novembro de 2009, quando ela exercia o cargo de secretária-executiva e a titular do ministério era a hoje candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). A audiência teria sido intermediada por Vinícius Castro, então assessor da Casa Civil, que pediu exoneração na última segunda-feira.

As condições impostas para o negócio - um financiamento de R$ 9 bilhões do BNDES -, segundo relato da empresa ao jornal, seriam seis pagamentos mensais de R$ 40 mil à Capital e uma comissão de 5% sobre o valor do empréstimo. Os contatos entre a EDRB e a Capital, de acordo com a reportagem, foram feitos por Rubnei Quícoli, consultor da EDRB.

A EDRB, informou o jornal, diz que se sentiu "chantageada" e cortou negociações com os lobistas. Em 29 de março, o BNDES rejeitou o pedido de empréstimo. Quícoli disse à "Folha" que logo depois foi procurado por Marco Antônio Oliveira, ex-diretor dos Correios e tio de Vinicius Castro, que teria dito que a questão no BNDES poderia ser resolvida, desde que a EDRB desembolsasse R$ 5 milhões para saldar supostas despesas de campanha de Dilma. Segundo o jornal, Oliveira nega.

A Casa Civil confirmou ao jornal a reunião com o representante da EDRB, mas informou que Erenice Guerra, então secretária-executiva da pasta, não participou.

Na manhã desta quinta, o G1 procurou a Casa Civil, a assessoria da campanha de Dilma Rousseff, a empresa EDRB e o BNDES, mas ainda não obteve respostas.

Condenações

Segundo a "Folha", em maio de 2003, o consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa EDRB que tentava obter o financiamento no BNDES, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação. Os casos não têm relação com o episódio do BNDES.

De acordo com o jornal, ele foi denunciado sob a acusação de ocultar uma carga de dez toneladas de condimentos que supostamente seria produto de roubo. Em 2000, informou o jornal, ele foi acusado de receptação de moeda falsa.

Quícoli recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e, segundo a "Folha", em março deste ano, foi absolvido do delito de coação. A Justiça substituiu a pena de um ano de reclusão por receptação por prestação de serviços comunitários.

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