DO REPÓRTERMT
Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no contrato do estacionamento rotativo em Cuiabá apreenderam, nesta quarta-feira (24), dois celulares de um funcionário da CS Mobi. A situação ocorreu durante sessão na Câmara Municipal, da qual a empresa se recusou a participar oficialmente.
O funcionário, identificado como Henrique, analista de gestão contratual, acompanhava a reunião no plenário e foi questionado após ser visto filmando os trabalhos. Ele alegou estar de férias e disse que participava apenas por interesse pessoal, sem procuração para representar a empresa. Durante os questionamentos, admitiu que trocava mensagens com colegas da CS Mobi.
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Diante disso, o relator da CPI, vereador Dilemário Alencar (União Brasil), e o presidente Rafael Ranalli (PL) determinaram a apreensão dos aparelhos, afirmando que iriam formalizar o pedido judicial para análise das mensagens. A decisão gerou movimentação no plenário e a sessão chegou a ser suspensa. Na retomada, os vereadores reconheceram que a CPI não tem poder para apreender bens, mas defenderam a medida como forma de evitar influência externa no depoimento.
Em nota, a CS Mobi informou que o funcionário não tinha autorização para falar pela empresa. "Ressalta-se que quaisquer declarações prestadas não representam nem vinculam a posição oficial da companhia que, conforme ofício em resposta ao convite para comparecimento à sessão da Comissão hoje (24/09), informou que não participaria da reunião", diz trecho da nota.
Veja a nota na íntegra
A CS Mobi Cuiabá esclarece que o colaborador presente à sessão da CPI não tinha autorização ou delegação institucional. Ressalta-se que quaisquer declarações prestadas não representam nem vinculam a posição oficial da companhia que, conforme ofício em resposta ao convite para comparecimento à sessão da Comissão hoje (24/09), informou que não participaria da reunião e permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos cabíveis, sempre em estrita observância ao ordenamento jurídico.
A empresa reitera seu histórico de colaboração e transparência com a Câmara Municipal (CPI), tendo prontamente encaminhado todas as informações e documentos, além de já ter comparecido presencialmente às reuniões sempre que solicitada.
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