Cuiabá é uma cidade que encanta. Cativante, a capital de Mato Grosso generosamente me acolheu no início de 2019. Engenheiro Civil de formação e com atuação voltada a setores estruturantes, vim para o coração do Brasil com a missão de trabalhar pela expansão e melhoria dos serviços de saneamento básico. Da janela do avião, ao contemplar o até então tricentenário município e a exuberância do rio que o banha, uma certeza eu tive: haveria desafios e vitórias.
Logo que comecei a trabalhar, à época na função de gerente de obras da Águas Cuiabá, superar os mencionados desafios era parte da nossa rotina diária. Sempre focados no ideal de reposicionar Cuiabá no cenário nacional de saneamento básico, nós gestores e nosso time sabíamos que, mais do que números ou indicadores, os avanços em abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário doméstico consistiam (e consistem) no imediato salto na qualidade de vida da comunidade cuiabana. Imediato e fundamental.
Hoje, ao olharmos a Cuiabá de 2021, do alto de seus 302 anos, nós, da concessionária de saneamento, nos sentimos felizes. Os avanços são muitos, tangíveis. Com a entrada em operação do Sistema de Abastecimento de Água Sul, a regularidade no fornecimento de água tratada se tornou fato. Bairros como o Santa Teresinha, por exemplo, onde "água com pressão pra subir na caixa 24 horas por dia" parecia um ideal difícil de alcançar, passaram a viver uma nova realidade no abastecimento: água farta na torneira, de excelente qualidade, permanentemente. Pude testemunhar a diferença feita na vida de famílias da região, sem falar nos comércios, escolas e unidades de saúde.
No que se refere ao ideal de saneamento básico, a conservação das reservas de água está diretamente ligada à coleta e tratamento do esgoto. Neste sentido, igualmente, a capital mato-grossense caminha rumo a um novo patamar. Se com a reforma e modernização das Estações de Tratamento de Esgoto Dom Aquino e Tijucal cerca de 12 toneladas de carga poluidora deixaram de ser lançadas por dia nos rios Cuiabá e Coxipó, a construção do novo Sistema de Esgotamento Sanitário Ribeirão do Lipa marca o início de uma nova era de sustentabilidade para o município. Com sua plena entrada em operação, prevista para o segundo semestre de 2021, a capital saltará para expressivos 78% de cobertura de esgotamento sanitário. A obra traz mais vida e saúde para a comunidade, de mãos dadas com a preservação dos recursos naturais, emblematicamente representados pela despoluição do Córrego Mãe Bonifácia, localizado no parque que o batiza.
Os avanços no saneamento cuiabano, de 2017 até agora, são muitos, importantes e de grande capilaridade. O ritmo de investimentos e expansão dos serviços permanecerá forte, especialmente até 2024, quando a capital mato-grossense passará a ser ranqueada como referência nacional em cobertura dos serviços de água e esgoto.
No entanto, mais que nos ater aos números (que são, certamente, necessários, assim como sua constante aferição pelos órgãos de controle), é importante termos em mente o que eles significam. Com mais água na torneira, mais esgoto coletado e tratado, as pessoas vivem melhor. Numa época de tantas perdas e sofrimento, a certeza de poder contar com as condições necessárias à higiene – elemento fundamental no combate à Covid-19 - mais que alento, é fôlego de vida. E essa certeza, nossa querida cidade tem.
É uma honra fazer parte de Cuiabá, que se tornou minha casa e da minha família também. Que tenhamos todos nós, os mais de 600 mil cuiabanos de nascimento e de coração, saúde e paz para continuarmos presenciando o desenvolvimento sustentável de nossa terra, a Capital do coração do Brasil que, para nós, significa lar.
William Figueiredo – Diretor geral da Águas Cuiabá
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