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Cuiabá, 22 de Julho de 2024
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10 de Outubro de 2017, 07h:55 - A | A

OPINIÃO / PAULO LEMOS

Atrasaram o relógio no Brasil

O país ainda não ingressou no século XXI.



O mundo desenvolvido faz debates temáticos sobre desenvolvimento econômico e sustentabilidade da natureza, robótica e novos modelos de trabalho, mutações genéticas em laboratórios e estrutura biológica evoluída naturalmente.
 
No Brasil atual, por outro lado, vê-se: 
 
"O aumento exponencial e a condescendência criminosa com o desmatamento, as queimadas e o uso indiscriminado de agrotóxicos - alguns deles proibidos noutros países, suspeitos de contribuir diretamente para e epidemia de câncer que temos testemunhado perplexos; 
 
A supressão dos valores sociais do trabalho e o congelamento de aumento real do salário mínimo - na contramão das grandes potências mundiais, que mais crescem hodiernamente, como China e Alemanha;
A censura de pautas como política de gêneros, diversidade sexual, livre manifestação artística, entre outros - pacíficas nos currículos escolares das comunidades campeãs em índices de desenvolvimento humano, como as escandinavas."
 
O país ainda não ingressou no século XXI. Está fixado no século XVIII e XIX, em alguns casos, até na Idade Média, ante a confusão entre Igreja e Estado, com a (in)consequente negação da laicidade dele.
 
Aqui, parte dos "políticos ungidos" fazem dos religiosos "rebanhos da fé" e "currais eleitorais", enquanto alguns "religiosos fervorosos" fazem dos espaços políticos da República "sede de cultos" e "show de milagres".
 
Atrasaram o relógio no Brasil, para antes de marechal Manuel Deodoro da Fonseca (Proclamação da República) e de dom Pedro de Alcântara de Bragança (Grito da Independência). Há quem diga que o relógio foi regulado para voltar à época dos 'Pedros", Álvares Cabral e Vaz de Caminha.
 
Paulo Lemos é advogado em Mato Grosso.
 

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