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19 de Novembro de 2014, 09h:15 - A | A

OPINIÃO /

A dívida do Governo

Governo não quebra. Nem o de MT, nem o da Califórnia, nem o do Congo.

PAULO RONAN



Governo não quebra. Nem o de Mato Grosso, nem o da Califórnia, nem o da Ucrânia, nem o do Congo. 

Nem a Alemanha enfrentando todas as potências do mundo na bala conseguiu quebrar.

E muito menos o Brasil.

Sempre aparece um jeito de resolver. O monopólio da emissão de moeda e da fixação do juro básico pelos bancos centrais, a sofisticação que se transformou o movimento internacional de capitais etc explicam parte desta verdade. 

Além disso e apesar de termos a pior educação do mundo e a saúde privatizada, somos uma das maiores economias do mundo, com um grande e sofisticado parque industrial em setores estratégicos como siderurgia, petroquímica, química fina etc.

Temos uma das maiores empresas de energia do mundo (em processo de reestatização pelo Juiz Sérgio Moro, Policia Federal e Ministério Público Federal), uma gigante da aviação, orgulho inclusive de todos nós, e uma matriz energética de dar inveja ao planeta. 

Sem contar uma sofisticada agricultura de exportação apesar da tiranização do agricultor pelos grandes “traders”.


Tem gente que fala que tudo isso foi construído por Lula e Dilma. Não concordo, mas deixa para lá.

Com tudo isso uma luz vermelha vem assombrando o mercado: O governo não está conseguindo rolar nossa dívida. 

O mecanismo é simples. O governo arrecada e paga suas contas. O que falta saca do cheque especial, no caso vende títulos prometendo, nos devidos resgates, pagar juros, no nosso caso os maiores do mundo. 

Isto desde o Ministro Visconde de Ouro Preto.

Acontece que os investidores estão correndo dos nossos papéis.

A diferença entre o que é vendido no mercado e o que resgatado é tratado como Resgate Líquido. É o famoso “empurrar com a barriga”.

Este ano já está negativo em 167 bilhões de reais. O ano passado foi de 87 bilhões.

O Lazaroni da economia faz silêncio diante disso. Não é sem motivo tratar se de um futuro ex-ministro.

Demitido, mas estranhamente no cargo, isso aumenta a insegurança.

Por que Lazaroni? Tal como este foi técnico da seleção sem entender nada de futebol, aquele é ministro da fazenda sem entender de economia.

PAULO RONAN é economista, ex-professor de Macroeconomia da UFMT e autodidata em História.

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