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09 de Dezembro de 2016, 10h:47 - A | A

NACIONAL / REPERCUSSÃO

Morte de turista no Rio comove cidade italiana

Este já é o terceiro italiano assassinado no Brasil em poucos dias.

GLOBO



Depois que o italiano Roberto Bardella foi morto no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, a sua pequena cidade nos arredores de Veneza está profundamente comovida. Aos 52 anos, o empresário vem de uma família tradicional de Jesolo, sua cidade natal, que tem apenas 95 quilômetros de extensão e 23 mil habitantes. O prefeito local, Valerio Zoggia, conta que Bardella era, além de uma figura importante, porque era dono de uma agência imobiliária local, muito querido entre os moradores e participava ativamente dos eventos da cidade. 

— Sabemos apenas o que dizem os jornais e a sua mulher. A comunidade está muito comovida. Ele era querido por todos. Tinha uma empresa com a sua mulher na cidade e frequentava os eventos, principalmente, de esporte. Era alegre, bem humorado e positivo. Uma boa pessoa — relatou.A prefeitura enviou condolências à família de Bardella e se colocou à disposição. No entanto, ainda não se sabe se algum parente virá ou não ao Brasil. Por enquanto, a mulher e o filho do turista estão muito traumatizados e pedem que a sua privacidade seja respeitada.

As circunstâncias do assassinato ainda não estão claras, aumentando a angústia para Jesolo, enquanto o caso ganha grande repercussão na imprensa italiana. Ao GLOBO, Zaggio contou que até agora as informações disponíveis são apenas as da polícia brasileira — que acredita que o turista, acompanhado do primo Rino Polato, de 59 anos, tenha entrado por engano na favela.

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— Ele nasceu em uma família de Jesolo e sempre morou aqui. Viajava há algumas semanas. Esteve na Argentina e no Paraguai e terminaria no Brasil. Dizem que errou de caminho e acabou em uma rua perigosa. Mas ainda não temos certeza — disse o prefeito.

O episódio foi um susto para uma comunidade tão pacata quanto Jesolo, localizada a cerca de 26 quilômetros de Veneza, na região de Veneto. Principalmente porque este já é o terceiro italiano assassinado no Brasil em poucos dias. Segundo o jornal “Corriere della Sera”, uma garçonete da cidade de Ragusa foi estrangulada em 17 de novembro em Morro de São Paulo, na Bahia. E, no último sábado, morreu a facadas Alberto Baroli por um grupo de assaltantes a cerca de 80 quilômetros de Fortaleza.

Para Zaggio, a frequência destes episódios afeta a imagem do Rio para os italianos, que se vêem assustados pelos relatos que chegam ao país:

— Com certeza, não é uma coisa boa. O terceiro episódio que acontece em pouco tempo. Não sei se haverá consequências no número de turistas do Rio. Mas certamente faz refletir.

 

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