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30 de Dezembro de 2014, 10h:28 - A | A

NACIONAL / SÃO PAULO

Capitão acredita que guarda-sol atraiu raio que matou turistas no litoral de SP

Oito pessoas foram atingidas pela descarga; uma continua internada.

G1



Após a morte de quatro pessoas atingidas por um raio em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (29), as autoridades envolvidas no atendimento às vítimas explicaram o incidente para a imprensa em uma entrevista coletiva no auditório do Hospital Irmã Dulce, no bairro Boqueirão. O guarda-sol com o qual o grupo se abrigou durante a tempestade pode ter atraído a descarga elétrica.

O raio caiu durante uma forte chuva nas proximidades do Quiosque 18, situado na altura das ruas Rui Barbosa e Mauricio José Cardoso, no bairro Canto do Forte. A tempestade também atingiu outras cidades da Baixada Santista no início da tarde e provocou vários estragos, como quedas de árvores e inundações.

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Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros Maurício Biloti Machado Cunha, o resgate chegou rápido ao local. "Temos equipes que trabalham na faixa de areia, onde aconteceu a ocorrência, e o atendimento foi imediato. Os procedimentos para tentar reanimar as quatro pessoas, que sofreram paradas cardiorrespiratórias, foram realizados ainda no local e todas foram encaminhadas para a unidade hospitalar. Os bombeiros não podem confirmar um possível óbito no local, excluindo as situações onde há sinais evidentes, o que não era o caso”, diz.

Rodrigo França Gomes, subsecretário de Saúde do município, afirma que houve um bom trabalho em equipe “O atendimento pré-hospitalar foi muito eficiente e em um tempo mínimo, o que tornou a ação como um todo mais eficaz. As equipes estavam preparadas, o Hospital Irmã Dulce tem toda a estrutura para atender os pacientes. Infelizmente, não conseguimos salvar quatro vidas, mas tomamos cuidados e realizamos todos os exames com as outras quatro pessoas atingidas", afirma.

O capitão acredita que a falta de informação com relação aos perigos de descargas elétricas contribuiu para o incidente. "Nesse caso, não acredito que houve imprudência. Acredito que, de um modo geral, falte informação à sociedade. Eles se abrigaram sob um guarda-sol, objeto que atrai raios, assim com árvores. Imediatamente após o fato, ainda era possível encontrar pessoas na faixa de areia, sob lugares que atraem raios", afirma.

Cunha também explica que banhistas devem ficar atentos assim que houver mudanças no tempo. "Quando começa a cair raios, orientamos as pessoas a saírem da água. Não necessariamente quando chove, porém, nós redobramos a atenção. Todo lugar aberto, como campos de futebol ou praias, são mais suscetíveis a raios, por isso a orientação é que a população evite esses locais durante tempestades de raios. Porém, é importante lembrar que não temos o poder de polícia", salienta.

O coordenador geral da Defesa Civil da cidade, Luciano Gomes de Souza, explica que o órgão realiza campanhas informativas. "Nós trabalhamos de forma preventiva, com diversas campanhas para orientar moradores e turistas sobre os perigos dos raios. No período de dezembro até março, nós sabemos que a incidência de raios é maior, por isso, realizamos um trabalho diferenciado de prevenção nessa época", explica o coordenador.

 

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