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16 de Janeiro de 2015, 08h:30 - A | A

JUDICIÁRIO / "TOMEM CHÁ DE MELISSA"

Prado rebate ironia de Taques: Não existe nervosismo algum no MPE

Paulo Prado, que busca seu 4º mandato na chefia do órgão, é citado pelo STF como investigado na Operação Ararath.

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Prado rebateu ironias de Pedro Taques sobre nomeação para o MPE

Prado rebateu ironias de Pedro Taques sobre nomeação para o MPE

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O procurador-geral Paulo Prado, do Ministério Público Estadual (MPE), rebateu nesta quarta-feira (14) ao RepórterMT declaração irônica feita esta semana pelo governador Pedro Taques (PDT), que orientou os candidatos à procuradoria-geral a tomarem “água de melissa ou maracugina”.

Taques anuncia na próxima segunda-feira (19) quem será o chefe do MPE para o biênio 2015/2017 e há grande expectativa quanto a escolha, que ocorre entre os três mais votados na eleição: Prado [que venceu a disputa interna], o promotor de Justiça Vinícius Gahyva e o procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira.

Para Prado, a declaração e Taques não passou de um mal entendido. Ele, no entanto, enfrenta desgastes após ter seu nome envolvido na Operação “Ararath”, que apura crimes financeiros em Mato Grosso. Taques chegou a receber uma Carta Aberta da Ong Moral pedindo que ele não reconduza Prado ao cargo por entender que as denúncias ainda não foram esclarecidas.

“Não existe nervosismo nenhum. Ninguém é marinheiro de primeira viagem, todos já têm anos e anos de janela. O que pode ter transparecido foi a expectativa, só isso. Quem não ficaria com expectativas? Todos são concursados, e a gente continua exercendo a função. Talvez houve um mero mal entendido do governador”, minimizou Paulo Prado, que busca seu 4º mandato na chefia do órgão.

O governador se reuniu na última semana, em separado, com cada um dos pretendentes ao cargo e, de acordo com Prado, o encontro foi “excelente”. Segundo ele, a conversa ocorreu de forma descontraída e os temas centrais passaram longe da operação deflagrada pela Polícia Federal.

Taques teria feito projeções para os primeiros três meses de mandato e demonstrado grande preocupação com a situação financeira do Estado. “Não passei por investigação na operação. O MPE está oferecendo várias ações sobre essa investigação. Então, o que está acontecendo é uma má interpretação do que está sendo a Operação Ararath”.

Prado, contudo, é citado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), como investigado no inquérito que tramita na Procuradoria Geral da República. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), grampos telefônicos revelaram que Prado teria passado o contato do promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes, que é vinculado ao Gaeco, para marcar um encontro com o ex-secretário Éder Moraes.

O complicador é que Dias Toffoli relata ligações telefônicas entre Éder e Regenold e cita com perplexidade os claros sinais de atuar junto ao Ministério Público do Estado e ao Departamento de Polícia Federal em seu favor. Regenold foi afastado de suas funções por Prado. A Operação Ararath ainda corre em segredo de justiça.

Pela Constituição, o governador pode escolher entre os três mais votados na eleição que ocorreu em 10 de dezembro no MPE. Paulo Prado ficou em primeiro lugar na disputa interna, com 147 votos, entre os 213 votantes.

Leia mais: 'Tem muita gente nervosa; que tome maracugina', sugere Taques

 

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