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10 de Dezembro de 2016, 10h:50 - A | A

JUDICIÁRIO / LUTOU COM ASSASSINOS

Padre João Paulo foi morto porque reconheceu menor que trabalhou na paróquia

Nota pública divulgada pelo promotor de Justiça da Infância e Juventude e pela juíza da Infância explica como ocorreu latrocínio. Padre deu carona a assassinos

RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO



O promotor de Justiça da Infância e Juventude, Ari Madeira Costa, e a juíza da Infância, Maria das Graças, afirmaram em nota publicada, nesta sexta-feira (9), no Facebook, que o padre de Rondonópolis (240 km ao Sul de Cuiabá), João Paulo Nolli, 36 anos, foi assassinado ao ser reconhecido por um dos menores que queriam roubar o HB20 dele.

O infrator já teria prestado serviço ao construir uma escada na Paróquia São José Esposo, onde o padre atuava.

De acordo com a nota pública, o receio dos menores era de serem reconhecidos e por isso decidiram matar o padre, que deu carona a eles.

As investigações constataram que João Paulo lutou para não ser morto e chegou a fugir dos assassinos.

"Colhe-se, ainda, que o Padre chegou a lutar pela própria vida, pois se livrou dos agressores e saiu correndo e gritando por socorro, momento em que foi perseguido, imobilizado e morto”, revela a postagem.

No texto, o promotor relata detalhes do crime que ocorreu no dia 8 de outubro e chocou a cidade de Rondonópolis.

O documento confirma que os menores não tinham planejado o latrocínio (roubo seguido de morte). O crime ocorreu após o padre "por bondade" ter oferecido carona ao grupo. (Leia mais).

O promotor e a juíza afirmam que a quebra dos sigilos telefônicos e os depoimentos apontam que não houve qualquer contato anterior dos menores com o padre.

O promotor Ari Madeira e a juíza Maria das Graças ressaltam que outra parte da investigação será mantida em segredo de Justiça. A partir de, agora, os acusados serão submetidos à “internação por prazo indeterminado, com avaliações psicossociais a cada seis meses, valendo consignar que, de acordo com a ordem legal vigente, as medidas socioeducativas cessam quando seus destinatários atingem 21 anos de idade.

Trajeto do crime

Segundo a investigação, esta foi a primeira vez que os menores se envolveram em um crime grave. Eles estavam no shopping da cidade quando decidiram passar em um bar chamado “Copo Sujo”, onde fizeram uso de bebida alcoólica. Em seguida, decidiram voltar a pé para casa, ao longo do caminho usaram maconha.

Ao passarem pela Avenida Presidente Médici, o padre, que saia de um evento religioso, ofereceu a carona e eles aceitaram.

Houve luta corporal dentro do carro e os menores acabaram matando o padre estrangulado. 

Após o homicídio, os bandidos abandonaram o copo do padre em terreno baldio no bairro Residencial Rosa Bororo e fugiram com o HB20 do religioso.

Os três infratores com idades entre 16 e 17 anos foram presos no dia 10 de outubro. Atualmente eles estão no Centro Socioeducativo de Cuiabá (Pomeri).

Reprodução

promotor caso padre

Em nota, promotor e juíza explicam o que motivou o assassinato do padre João Paulo, em Rondonópolis.

 

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Ze/Cuiabá 11/12/2016

Dr.e os familiares do padre, e seus seguidores,esses delinquentes não tem a mínima chance de serem reabilitados isso é tão certo como a morte do padre. Mais em todo caso preserva-los faz parte dessa mal elaborada por essa turma que a Odebrechet há está detonando. "Meniminhos limdos" do pai..pai.Deus estará sempre de plantão e cuidara da vida de vcs!!

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