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08 de Dezembro de 2016, 11h:45 - A | A

JUDICIÁRIO / ADVOGADOS DO INTERIOR

MPE investiga suposta contratação de 'fantasmas' pela Assembleia

Os casos são referentes a servidores que recebem salários normalmente na Assembleia Legislativa, mas moram e trabalham em municípios distantes de Cuiabá.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Em menos de 30 dias, o Ministério Público Estadual (MPE) abriu um segundo procedimento de investigação para apurar a denúncia de contratação de "servidores fantasmas" pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

De acordo com as investigações, na prática, os funcionários, que teriam de comparecer diariamente ao local de trabalho, morariam em cidades do interior.

O último caso investigado pelo MPE é relacionado ao servidor Marcelo Farias Santos de Almeida, que mora em Barra do Garças (510 km ao Leste de Cuiabá).

O procedimento preparatório para abertura de inquérito apurou que Almeida tem um escritório de advocacia na cidade, fato que reforçaria a suspeita de que ele receberia o salário do Legislativo, sem comparecer frequentemente ao local de trabalho.

O primeiro inquérito, sob o promotor Célio Joubert Fúrio, tem como alvo o servidor Márcio Ronaldo de Deus da Silva, lotado no gabinete do deputado Baiano Filho (PSDB), mas que não costumaria comparecer à Assembleia.

A informação que chegou ao promotor é de que Márcio mora em Sinop (510 km ao Norte de Cuiabá). Neste caso, o investigado também atua como advogado no Norte do Estado, segundo o MPE.

O procedimento preparatório para a abertura de inquérito civil sobre o caso de Marcelo, foi instaurado pelo promotor Mauro Zaque. O documento foi assinado no dia 23 de novembro.

Outro lado

A assessoria da Assembleia informou que a Mesa Diretora não tem conhecimento das ações e, por isso, não irá se pronunciar. 

Leia também:

Fúrio investiga 'servidor fantasma' no gabinete do deputado Baiano Filho

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Galileu 08/12/2016

Veja a grande diferença: em Osaco pelo mesmo motivo foram presos 14 vereadores. Na assemléia de MT, onde todos sabem de funcionário fantasma,abriu um procedimento investigativo com grande probalidade de dar em nada ou no máximo um puchão de orelha.No Brasil, a aplicação da lei depende da pessoa e não do fato.

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