Cuiabá, 25 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
25 de Setembro de 2026

26 de Abril de 2016, 17h:20 - A | A

JUDICIÁRIO / O CRIME COMPENSA

Juíza autoriza ex-procurador, réu da Sodoma e Seven, a morar na praia de Ipanema

O ex-procurador do estado, tem apartamento em Ipanema e vai morar no imóvel. A magistrada determinou que ele não pode sair da Capital Fluminense, sem comunicado prévio.

RpMT / reprodução

Ex-procurador é apontado como membro da organização criminosa de Silval Barbosa

Ex-procurador é apontado como membro da organização criminosa de Silval Barbosa

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



A juíza Selma Rosana, da Sétima Vara Criminal, responsável pelos processos da Operação Sodoma e Seven, autorizou o procurador do Estado aposentado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, envolvidos nas duas investigações, a morar no Rio de Janeiro, no apartamento da família, em Ipanema, à beira mar.

Chico Lima é apontado como um dos integrantes da organização criminosa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e, de acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, despachava dentro do Palácio Paiaguás, em uma sala com porta voltada para o gabinete de Silval. Ele seria peça fundamental na lavagem de dinheiro.

Em fevereiro deste ano, Chico Lima, que já estava usando tornozeleira, saiu preso do Fórum de Cuiabá, após prestar depoimento à juíza Selma Rosane e negar envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público.

Chico Lima é apontado como um dos integrantes da organização criminosa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e, de acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, despachava dentro do Palácio Paiaguás

Quando o nome dele apareceu no esquema, o ex-procurador viajava com a esposa no Canadá. Ele afirmou, em juízo, que não estava foragido e sim realizando um sonho de passear naquele país e aprender inglês.

Segundo ele, não tinha residência fixa no Canadá e nem em nenhum outro país, a não ser no Rio.

A autorização para que ele more em Ipanema foi dada em audiência admonitória, no dia 20 de abril, às 14h30, após ele conseguir habeas corpus por 2 votos a 1, na Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Neste tipo de audiência, o magistrado estabelece condições para o regime aberto.

Na audiência, a juíza determinou que ele deve comparecer uma vez por mês em juízo para informar e justificar suas atividades. Proibiu o contato dele com os demais corréus do processo assim como testemunhas. Ele também não pode se ausentar do Rio de Janeiro, sem comunicado prévio. Tem que ficar em casa à noite, exceto se for a trabalho. O acusado informou que exerce a função de motorista de transporte especial e de turismo receptivo.

A juíza manteve o ex-procurador de tornozeleira e disse que ele deve informar se der algum problema no equipamento.

Se ele desrespeitar as regas, volta à prisão, conforme avisou a magistrada.

Comente esta notícia