DA REDAÇÃO
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), composto pelo Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, ressaltou que a “Operação Seven” decorreu de uma investigação iniciada há cinco meses, onde foi possível constatar a existência de esquema fraudulento para desviar dinheiro público estadual na ordem de R$ 7 milhões de reais.
O esquema iniciou com pedido simplório de uma lauda, solicitando que o Estado de Mato Grosso realizasse a aquisição de uma área de terra rural, para ser acrescida ao Parque Estadual Águas do Cuiabá.
O processo tramitou por vários órgãos públicos estaduais (SEMA, antiga SAD, Casa Civil e INTERMAT) onde passou pela análise “técnica” de vários agentes públicos, para que, ao final, fosse realizado o indevido pagamento dessa área. Entretanto, restou provado que essa área já pertencia ao Estado de Mato Grosso, ou seja, a mesma área foi paga duas vezes.
Além de Afonso Dalberto (ex-presidente do INTERMAT) e o coronel José de Jesus Nunes Cordeiro (ex-secretário Adjunto da antiga SAD), também teriam sido encaminhados para depor servidores da Sema.
Ao chegar á sede do Gaeco, o ex-presidente do Intermat se limitou a dizer à imprensa que o pagamento teria sido feito a Filinto Correa. No caso este seria o nome do proprietário da área, localizada entre Nobres e Rosário Oeste.
Ocorre que a área em questão teria sido desapropriada no período em que Dante de Oliveira era o governador do Estado, para criar o Parque Estadual das Cabeceiras do Rio Cuiabá, mas em 2014 o Estado teria comprado um mil hectares da área pelo montante de R$ 7 milhões, portanto a área foi ‘comprada’ pelo Estado duas vezes.
veja relatório da Controladoria Geral do Estado que subsidiou as investigações, clicando AQUI.















