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26 de Maio de 2015, 08h:45 - A | A

JUDICIÁRIO / RÉU DA ARARATH

'Éder se relaciona bem com colegas de cela e não se sente ameaçado na cadeia', diz defesa

O pedido de soltura de Éder Moraes, preso desde 1º de abril deve ser analisado nesta terça, no TRF, em Brasília; ex-homem forte está ansioso

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Ex-secretário já está preso há quase dois meses por ter feito transações patrimoniais, embora estivesse impedido judicialmente.

Ex-secretário já está preso há quase dois meses por ter feito transações patrimoniais, embora estivesse impedido judicialmente.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



O advogado Ronan de Oliveira, que defende o ex-secretário de estado de Fazenda, da Casa Civil e da Agecopa, Éder Moraes, réu da Operação Ararath, que está preso desde o dia 1 de abril deste ano, acredita que o pedido de soltura dele será analisado nesta terça-feira (26), em sessão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília.

No dia 1 de abril deste ano Éder Moraes voltou a ser preso na Operação Ararath, da Polícia Federal, por crimes financeiros. Desta vez, na sétima etapa. Ele já havia sido detido na quinta etapa, em maio de 2014, mas três meses depois conseguiu a liberdade.

A segunda prisão dele se justifica porque, mesmo impedido judicialmente de movimentar patrimônio, repassou uma casa e um carro para o filho dele e fez outras transações

Conforme a Justiça Federal, a segunda prisão dele se justifica porque, mesmo impedido judicialmente de movimentar patrimônio, repassou uma casa e um carro para o filho dele e fez outras transações nesse sentido.

O ex-secretário está impedido de negociar seus bens, porque ao final das diversas ações resultantes da Operação Ararath que responde pode ser condenado a devolver dinheiro público.

A defesa argumenta que ele não estava fazendo as transações em sigilo e chegou a citar isso em audiência na própria Justiça Federal.

O advogado diz ter se encontrado com o ex-secretário, no Centro de Custódia de Cuiabá, na última quinta-feira (21), e que ele está ansioso pela liberdade e confiante. Disse que se relaciona bem com os colegas de cela, como é da personalidade dele. E que não se sente ameaçado de forma alguma.

 Se conseguir a soltura, Éder responderá a diversos processos em liberdade.

“O relator do pedido de Habeas Corpus deve colocá-lo em pauta, porque já decidiu seu voto”, comenta o advogado Ronan de Oliveira.

“O relator do pedido de Habeas Corpus deve colocá-lo em pauta, porque já decidiu seu voto”

 O desembargador Mário César Ribeiro é o relator do HC e a inserção da pauta é uma decisão dele. Desde o dia 4 de maio, conforme informações da Assessoria de Imprensa do TRF o HC está pronto para julgamento.

O que os desembargadores vão analisar é o mérito do pedido de soltura, que, em caráter liminar, foi negado, logo após a prisão do ex-secretário.

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