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20 de Novembro de 2019, 17h:54 - A | A

GERAL / MISÉRIA IMPORTADA

Venezuelanos usam crianças para pedir esmola nas ruas de Cuiabá; Veja fotos

Cenas de refugiados expondo até bebês ao sol de 40 graus se tornou comum na Capital, mesmo após orientação do MP e órgãos sociais.

RepórterMT

Venezuelanos pedem ajuda em Cuiabá para sustentar os filhos

Venezuelanos pedem ajuda em Cuiabá para sustentar os filhos

KAROLLEN NADESKA
DA REDAÇÃO



Mesmo depois de serem orientados por conselheiros tutelares e pelo Ministério Público Estadual (MPE), ainda é comum encontrar famílias venezuelanas usando crianças para pedir esmola nos semáforos e rotatórias de Cuiabá, sob o sol escaldante de 40 graus.

Para presenciar a cena, que se tornou normal com a chegada dos refugiados a Mato Grosso, basta andar pelas principais avenidas da Capital como, por exemplo, a Historiador Rubens de Mendonça (a Avenida do CPA), Miguel Sutil e Tenente Coronel Duarte (Prainha).

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São mães com crianças que, aparentemente, têm entre 1 e 7 anos. Em alguns casos, os bebês dormem no colo dos pais ou nos carrinhos. Muitos desses estrangeiros avaliam que levar os filhos menores para pedir esmola é uma maneira de sensibilizar os cuiabanos a doarem mais dinheiro.

São mães com crianças que, aparentemente, têm entre 1 e 7 anos. Em alguns casos, os bebês dormem no colo dos pais ou nos carrinhos. Muitos desses estrangeiros avaliam que levar os filhos menores para pedir esmola é uma maneira de sensibilizar os cuiabanos a doarem mais dinheiro.

Na Avenida Miguel Sutil, rotatória do bairro Santa Rosa, o  encontrou uma família embaixo de uma árvore. O cartaz destaca: “Precisamos de ajuda para sustentar nossos filhos”, enquanto as crianças estão ali sentadas no chão, com o intuito de sensibilizar quem passa pelo local.

Na Avenida do CPA, uma venezuelana “cuida” de duas crianças, uma delas bebê. A mulher mexe no celular enquanto uma adolescente segura o cartaz com o pedido de ajuda, parecido ao anterior e com a mesma exposição dos menores.

Baseada nas normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - de que o menor tem direito à “proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso”, além de “dignidade, ao respeito, à liberdade” a reportagem procurou a Promotoria da Infância e Juventude, do Ministério Público Estadual (MPE), que explicou que o problema social tem sido tratado em conjunto com as instituições que integram a rede de proteção à criança e ao adolescente.

O MPE ressaltou que uma primeira ação emergencial denominada “Abordagens” foi realiza para orientar os imigrantes sobre as leis que regem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e advertir sobre a exposição das crianças na rua durante todo o dia, principalmente debaixo de um sol com picos de mais de 40 graus, quando deveriam estar na escola tendo educação e/ou brincando.

O MPMT informou ainda que “estão sendo realizadas reuniões periódicas com os representantes das instituições para discussão de políticas que contemplem o atendimento aos venezuelanos em diversas áreas, como educação, saúde e emprego”.

Durante a ação, segundo o MPE, os venezuelanos foram informados que não poderiam permanecer nas ruas com as crianças e foram orientados a procurar o Conselho Tutelar para verificar a possibilidade de inclusão em programas sociais e acesso ao ensino público.

O MPMT informou ainda que “estão sendo realizadas reuniões periódicas com os representantes das instituições para discussão de políticas que contemplem o atendimento aos venezuelanos em diversas áreas, como educação, saúde e emprego”, diz trecho de uma nota enviada ao .

A Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento de Cuiabá declarou que fará uma segunda edição das “Abordagens”, para prevenir reincidência das crianças que saíram das ruas e orientar novamente os pais ou responsáveis que ainda usam as crianças nas ruas.

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) esclareceu que “embora a implementação de medidas e programas específicos para este público seja de responsabilidade direta dos municípios e da União, o Governo do Estado realiza, com frequência, ações sociais com as entidades que trabalham diretamente com apoio aos estrangeiros”.

“A Setasc tem destinado produtos para a Casa do Migrante, em Cuiabá, como biscoitos, leite em pó, achocolatado, feijão, arroz, produtos de limpeza e de higiene pessoal, entre outros, beneficiando 104 moradores da Casa que vieram da Venezuela, Cuba e do Haiti. Também recentemente foram doados cobertores para o lar”, explicou.

A reportagem não conseguiu localizar, até o fechamento desta reportagem, representantes do Conselho Tutelar. O Judiciário não se pronunciou. 

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CARMEN 21/11/2019

A miséria pode ser importada, mas a tática é bem brasileira. Miséria temos aqui aos montes.

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