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Cuiabá, 14 de Julho de 2024
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12 de Outubro de 2017, 12h:03 - A | A

GERAL / ACUSADA DE MORTE DE ALUNO

TJ retira tornozeleira e permite volta de tenente aos Bombeiros

Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça não permitiram que a tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur, retome as atividades de treinamento de alunos da corporação.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça acataram pedido e retiraram a tornozeleira eletrônica da tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur. A decisão foi proferida na quarta-feira (11) e também estendeu autorização para que ela volte às funções administrativas na corporação.

Izadora foi acusada pelo Ministério Público do Estado (MPE) de torturar o aluno Rodrigo Claro, durante treinamento, o que culminou na morte de Rodrigo no final de 2016.

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Os desembargadores Gilberto Giraldeli, Luiz Ferreira e Marcos Machado foram unânimes em permitir que a tornozeleira fosse retirada e sobre o retorno de Ledur às atividades administrativas no Corpo de Bombeiros.

Não obstante isso, ainda que se mostre necessária a imposição de certas medidas de cautela em decorrência da gravidade concreta que permeia a ação, supostamente praticada pela paciente, entendo que algumas daquelas elegidas pela doutra juíza singular, se mostram, em prima face, desproporcionais e desnecessárias à situação particular da acusada Izadora Ledur de Souza”, apontou Giraldeli.

Os magistrados, porém, não permitiram que a tenente retome as atividades de treinamento de alunos da corporação.

O caso

Rodrigo era aluno do 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso e morreu no dia 15 de novembro de 2016. Ele passou mal durante aula prática de primeiros socorros aquáticos na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, em que a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), a vítima demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios e diante da situação, a tenente utilizava de métodos abusivos nos treinamentos para puní-lo.

Depoimentos colhidos durante a investigação indicam que Rodrigo foi submetido a intenso sofrimento físico e mental. O MPE denunciou o perfil perverso da tenente como instrutora.

Ledur está afastada das atividades após apresentar seis atestados médicos para tratamento de saúde desde a época do caso até julho deste ano. O Corpo de Bombeiros declarou que a apuração interna do caso ficará suspensa até que a tenente retorne da licença médica. Ela está de atestado até o dia 15 de outubro.

O juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal, determinou a audiência da tenente e outros cinco réus no caso, no Fórum de Cuiabá, às 14 horas, no dia 26 de janeiro do próximo ano.

 

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