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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
18 de Julho de 2024

02 de Janeiro de 2018, 13h:49 - A | A

GERAL / TORTURA EM TREINAMENTO

Tenente acusada de provocar morte de bombeiro pode pegar 8 anos de cadeia

Izadora Ledur será julgada por torturar o aluno bombeiro Rodrigo Claro que morreu devido a complicações após treinamento.

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO



Ocorre no próximo dia 26, a audiência da tenente bombeiro Izadora Ledur que irá depor à juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal da Capital, sobre a morte, em novembro de 2016, do aluno bombeiro Rodrigo Claro. Além de ser exonerada da corporação, ela pode ser condenada de dois a oito anos de prisão pelo crime de tortura, conforme as acusações sobre suas ações no treinamento em que o jovem passou mal.

A defesa da tenente tentou converter o crime de tortura, do qual é acusada, em crime de maus-tratos, mas a juíza Selma Arruda negou o pedido e manteve a audiência da ré.  A defesa alega que a tenente desenvolveu depressão após o fato.

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O crime de tortura está previsto na Lei nº 9.455/97 e, nos termos da Constituição Federal, é considerado grave, uma vez que não se admite fiança, além de ser equiparado a hediondo.

O crime de tortura consiste em constranger (obrigar) alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, com o objetivo de obter algo em troca, serviço, informação, declaração ou confissão.

Em julho de 2017, quando passou a ser ré no processo, pelo crime de tortura, a tentente passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica, conforme determinação da juíza Selma Arruda, que acatou a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), mas negou o pedido de prisão.

Em outubro de 2017, por decisão da Terceira Câmara Criminal de Cuiabá, do Tribunal de Justiça, ficou determinado que a tenente Ledur poderia retirar a tornozeleira e também foi autorizada a sua circulação por lugares relacionados à atividade do Corpo de Bombeiros, bem como seu retorno à função pública.

No entanto, a tenente só pode realizar atividades administrativas, sem qualquer relação com treinamento militar.

A morte

Rodrigo Claro era aluno do 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso e morreu no dia 15 de novembro de 2016. Ele passou mal durante aula prática de primeiros-socorros aquáticos na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, quando a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.

De acordo com a denúncia do MPE, a vítima demonstrou dificuldade para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios. Diante da situação, a tenente utilizava métodos abusivos nos treinamentos para puní-lo.

Depoimentos colhidos durante a investigação indicam que Rodrigo foi submetido a intenso sofrimento físico e mental. O MPE denunciou o "perfil perverso da tenente como instrutora".

Ledur chegou a ser afastada das atividades após apresentar sete atestados médicos para tratamento de saúde, como depressão, desde a morte de Rodrigo e segue afastada até janeiro de 2018.

Tortura em treinamento

Recentemente, o ex-aluno bombeiro Maurício Santos, que participou do 15º curso de Formação do Corpo de Bombeiros, afirmou ter sido torturado pela tenente Izadora Ledur. Maurício afirmou que estaria morto caso não tivesse desistido das aulas.

 

 

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Marcos Amaral Mendes 02/01/2018

Uma vida não volta mais. Esperamos todo peso da justiça divina e humana sobre esta assassina.

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