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A obra custou R$ 578 milhões aos cofres públicos, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB)
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Considerada um “elefante branco” desde o fim da Copa de 2014, a Arena Pantanal tem gerado um prejuízo de aproximadamente R$ 8,4 milhões por ano ao Governo do Estado.
Segundo o secretário de Cidades, Wilson Santos, a obra, que custou R$ 578 milhões aos cofres públicos, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), e que foi palco de quatro jogos do Mundial, atualmente, tem pouca serventia para os quase 1 milhão de habitantes da região metropolitana de Cuiabá.
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Nem o Governo do Estado sabe o que fazer para “estancar” o prejuízo.
“O grande problema é: o que fazer com a obra? ”, disse o secretário ao
.
Atualmente, o único local do estádio – que foi construído para ser multiuso – que funciona é área externa, que é utilizada para atividades físicas e para eventos públicos, como o “Vem Pra Arena” (programa de entretenimento), promovido pelo Governo do Estado.
“Nós gastamos mais de R$ 700 mil por mês para praticamente nada. Tendo jogo ou não”, disse o Wilson Santos.
Na tentativa de encontrar uma saída, o Governo pretende terceirizar a Arena Pantanal, mas as negociações não têm obtido nenhum progresso.
“Queremos terceirizar o estádio. Passar para frente. Já conversamos como o grupo do ex-jagador Ronaldo ‘Fenômeno’, estamos negociando”, disse o secretário.
Até lá, segundo o secretário, a preocupação do Governo é a mesma.
“O que fazer com a Arena Pantanal? Não acho correto o Estado gastar aproximadamente R$ 9 milhões por ano”, disse.
Sem futebol
Por deficiências estruturais, a Arena Pantanal deixou de sede do jogo entre Brasil e Paraguai, válido pela 14ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou a Arena Itaquera, em São Paulo, como palco do encontro, no dia 28 de março.
No final de 2016, a CBF deu um prazo de 30 dias - a contar de 3 de janeiro - para que o Governo de Mato Grosso adequasse a Arena às condições necessárias para ser sede de um jogo da Seleção.
Para receber a partida, o estádio precisaria atender a vários quesitos - entre eles, o pleno funcionamento do placar eletrônico (que funcionou, pela última vez, na Copa do Mundo, em junho de 2014), das catracas eletrônicas de acesso, das cabines de imprensa e do sistema de som.
“Tudo isso resolveríamos a tempo. Nós tínhamos condições de receber o jogo e o governador Pedro Taques queria”, disse Wilson Santos.
Além disso, processos ainda correm na Justiça tanto por parte da Mendes Jr. - que lidera o consórcio de empreiteiras que executou a obra -, que exige pagamento, quanto por parte do Governo do Estado, que quer a entrega do estádio conforme havia sido pactuado em contrato firmado em 2014, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
Conforme o site informou, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), há tempos, aguardava garantias, por parte do Governo do Estado, de que a Arena Pantanal teria condições de atender às exigências da CBF.
“Respeitamos a decisão da CBF, mas vamos continuar batalhando por um jogo da Seleção Brasileira aqui em Cuiabá”, completou o secretário.













