EUZIANY TEODORO
DA REDAÇÃO
Está disponível na internet, desde o dia 11 de janeiro, um documento do que parece ser a prova para o cargo de soldado da Polícia Militar, cujo concurso só foi realizado no último domingo (20), mais de um mês depois. O suposto vazamento da prova é mais uma das denúncias feitas ao Ministério Público do Estado (MPMT) contra o certame organizado pela UFMT.
De acordo com o Ministério Público, na tarde desta terça-feira (22) já são mais de 100 denúncias que chegaram ao órgão, através da Ouvidoria. Todas elas estão sob responsabilidade do Núcleo de Promotoria da Cidadania.
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Caso sejam confirmadas as irregularidades, o concurso realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso pode ser anulado.
Entre as principais irregularidades denunciadas, estão candidatos com celulares ligados nas salas, fiscais que teriam dormido durante a realização das provas, falta de confirmação de identidade, o que viabilizou fraudes, além de sistema de segurança falho, como falta de detectores de metais, fiscalização em banheiros e coletores de impressão digital.
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A desorganização na aplicação do certame repercute negativamente em veículos de comunicação e também entre os políticos. Vários deputados pedem explicações ao Governo do Estado e, em caso de confirmação das denúncias, anulação de todo o exame.
A deputada Janaina Riva, por exemplo, oficiou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, pedindo explicações, mas a responsabilidade pelo certame é da UFMT.
“O Governo de Mato Grosso informa que a responsável pela inteira realização do concurso para a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) é a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), contratada para tal fim”, afirmou a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), por meio de nota.
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busca uma resposta da UFMT desde a manhã de segunda-feira (21). No entanto, até agora, a universidade não se manifestou oficialmente. A assessoria afirmou apenas que está “buscando as informações”.























