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16 de Fevereiro de 2017, 09h:39 - A | A

GERAL / LAVOURAS ALAGADAS

Produtores de milho podem ter prejuízo de até R$ 2,4 milhões em Campo Novo do Parecis

Sindicato rural espera que montante seja menor. Expectativa é recuperar boa parte da colheita

Divulgação

Lavouras de milho se tornaram lagos em Campo Novo do Parecis

Lavouras de milho se tornaram lagos em Campo Novo do Parecis

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO



Pode chegar a R$ 2,4 milhões, o prejuízo nas lavouras de milho de Campo Novo do Parecis (a 397 km de Cuiabá), devido às fortes chuvas que têm atingido o município recentemente. 

“A nossa conta ‘bruta’ foi feita de acordo com o custo médio de cada hectare de milho, em cima do total atingido pela chuva, mas esperamos não perder toda a produção, portanto o prejuízo deve ser inferior aos R$2,4 milhões”, declarou a presidente do Sindicato Rural.

 

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O cálculo parcial foi feito pelo Sindicato Rural do município que espera ter prejuízos inferiores a este montante.

A presidente do Sindicato Rural, Giovana Velke, falou ao que este valor foi calculado na “pior” das hipóteses de se perder toda a produção atingida pelas chuvas. Portanto os produtores esperam conseguir recuperar boa parte da colheita.

“A nossa conta ‘bruta’ foi feita de acordo com o custo médio de cada hectare de milho, em cima do total atingido pela chuva, mas esperamos não perder toda a produção, portanto o prejuízo deve ser inferior aos R$2,4 milhões”, declarou.

Giovana explicou ao que os prejuízos podem variar de acordo com cada lavoura.

“Eu, por exemplo, tive 200 hectares [da plantação de milho] atingidos pela chuva, mas vou precisar replantar apenas 30”, disse ela. 

Divulgação

lavoura alagada

Um levantamento das perdas deve ser concluído até a próxima semana.

 

Até a próxima semana o sindicato terá em mãos o cálculo efetivo dos prejuízos de todas as lavouras de milho e também de soja da região.

“O custo da produção de soja é maior, porém os produtores já estavam na metade da colheita, por isso precisamos fechar o levantamento para saber o valor total dos prejuízos”, disse a presidente.

A torcida é para que a chuva dê uma trégua na região, pois este é o fator fundamental para garantir maior proveito na produção.

 

Monitoramento aéreo

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) iniciou na última terça-feira (14), o monitoramento das lavouras de Campo Novo do Parecis por meio de um Veículo Aéreo Não-Tripulado (Vant), da GeoSan.

O equipamento conhecido como drone foi contratado pela Associação para sobrevoar as lavouras e principais rodovias da região.

A coordenadora da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja, Roseli Giachini, explica que o Vant alcança até dois mil metros de altitude e as três câmeras permitem imagens com ótima precisão.

De acordo com o gerente de Defesa Agrícola da Aprosoja, Thiago Moreira, em três dias choveu praticamente o total previsto para todo o mês de fevereiro.

“O volume acumulado entre os dias 9 a 14 de fevereiro foi de 253,4 milímetros, segundo a estação meteorológica do Centro de Aprendizagem e Difusão (CAD) de Campo Novo do Parecis, sendo que a média é de 275 milímetros para todo o mês de fevereiro, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)”, pontuou o gerente.

Moreira explica que os prejuízos vão além das plantações.

"Devido a esse volume, não houve escoamento dentro da cidade, fazendo com que houvesse alagamentos e alguns pontos na zona rural apresentaram erosão, além de prejuízos nas lavouras e em estradas vicinais”, explicou Moreira.

Os trabalhos de avaliação dos reflexos dessas chuvas devem ser concluídos até o final desta semana. 



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