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11 de Abril de 2016, 17h:46 - A | A

GERAL / SAÚDE NA UTI

Prefeito corta salários de 82 médicos grevistas e pode demitir 110

A folha municipal, na qual constam os nomes de 720 médicos, foi paga no dia 29 de março, referente ao mês trabalhado, menos para os que foram punidos com o corte.

RepórterMT/reprodução

A greve dos médicos de Cuiabá já está no segundo mês.

A greve dos médicos de Cuiabá já está no segundo mês.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), cumpriu a ameaça e cortou o salário de 82 médicos da rede municipal de saúde que aderiram à greve da categoria, deflagrada dia 7 de março.

“Por liminar, a gente pede a proibição do corte de ponto. Ela está para ser julgada esta semana. Se a gente ganhar, o prefeito terá que devolver nossos salários”, diz a presidente do Sindmed.

A folha municipal, na qual constam os nomes de 720 médicos, foi paga no dia 29 de março, referente ao mês trabalhado, menos para os que foram punidos com o corte.

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Além disso, o prefeito determinou a abertura de 110 Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra grevistas que estariam deixando plantões nas unidades de saúde descobertos e já fala em abrir mais 85 PADs. A intenção seria confirmar as ausências, com possibilidade de demissão a bem do serviço público.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde confirmou os cortes. Esta medida é uma retaliação ao movimento, considerado, liminarmente, ilegal pelo Judiciário.

No entanto, o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT) decidiu manter a orientação pela paralisação, para forçar o Executivo a atender a pauta de reivindicações, na qual constam o pagamento de horas extras e a implantação do piso nacional dos médicos que é de R$ 12.993 por 20 horas semanais. Em Cuiabá, o salário pago pela Prefeitura é de R$ 3.800, o que, segundo o sindicato, é o pior salário da categoria no Estado e tem afastado os interessados em prestar concurso público no município.

Sobre os cortes, a pediatra Eliana Siqueira, presidente do Sindimed, alega que o prefeito também está ilegal, porque, para cortar os salários dos médicos, baseia-se em uma liminar e a causa ainda não foi julgada no mérito.

Em reação aos cortes, o Sindimed também judicializou o conflito, entrando com pedido de liminar. “A gente pede a proibição do corte de ponto. Ela está para ser julgada esta semana. Se a gente ganhar, o prefeito terá que devolver nossos salários”, diz a sindicalista.

Desde o início de março, o prefeito vem reclamando desta greve, alegando que o Sindimed tem foco político e que a presidente do Sindicato é petista. Ela nega e diz que o motivo da greve é trabalhista e com foco na melhoria da saúde pública.

A greve dos médicos de Cuiabá já está no segundo mês.

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Thiago 12/04/2016

Engraçado se eu não trabalho não recebo e esses médicos querem ganhar sem fazer nada. Quantas pessoas morrendo, passando mal, aguardando para ser atendidos e esses médicos pintando e bordando em não trabalhar. Aprovado a atitude de cortar os salários. Dor por dor então sintam a dor de ficar sem salário.

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Mario Cézar 12/04/2016

Agora gostaria de ver a 'União' de todos os médicos...pois os 110 serão demitidos e ao valor da medicina...e respeito, gostaria de ver todos os médicos negarem contratações novas, em respeito aos médicos demitidos, pois ser médicos não é fácil assim como fácil ser prefeito. Médicos tem que ser valorizados sim, em salários e em valor, respeito. Esse valor é bem ao contrário para ser até presidente não precisa ter estudos, vemos o ex. o Sr. Luiz Inácio Analfabeto em estudos...agora vai ser médico analfabeto......

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