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02 de Dezembro de 2016, 15h:46 - A | A

GERAL / INTERDITADA

Polícia flagra fábrica clandestina com funcionários trabalhando em condições desumanas

A fábrica de destruição de alumínio funcionava de forma irregular e com condições de risco aos trabalhadores. A unidade localizada na comunidade "Vale Verde", em Cuiabá, foi interditada.

DA REDAÇÃO



Uma fábrica clandestina de destruição de alumínio, que com condições de trabalho subumanas foi interditada pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (2), na comunidade ribeirinha denominada “Vale Verde”, em Cuiabá.

A ação é decorrente da operação Bairro Seguro, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública.

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No local as equipes encontraram grande degradação ambiental e quatro funcionários trabalhando em condições insalubres e desumanas.

Em duas caldeiras, os trabalhadores usavam óleo queimado para as chamas atingirem a altura desejável. O alumínio era jogado no fogo causando uma grande explosão e nuvens de fumaça poluente ao ar, que causam também graves riscos a saúde.

Outra situação detectada e considerada alarmante pelos policiais foi em relação à forma de despejar o óleo na caldeira, que respinga ao solo, vindo a causar sérios prejuízos ambientais, como a poluição de nascentes de rios, uma vez que a fábrica está localizada a apenas 200 metros das margens do Rio Cuiabá.

O local foi interditado para não operar até a conclusão os laudos periciais de constatação dos danos causados.

O proprietário da fábrica pode responder por crimes ambientais, previsto no artigo 56, que trata do armazenamento em depósito ou usar produtos ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente; artigo 38, pela destruição ou danos a floresta considerada de preservação permanente; trabalho análogo à escravidão e eventuais crimes por expor a vida ou saúde de outros a perigo, e contra a ordem tributária.

Os quatro funcionários foram intimados para comparecer na Delegacia do Meio Ambiente (DEMA).

As ações especializadas de combate a crimes ambientais foram realizadas pela  Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) e da Gerência de Operações Especais (GOE), com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

 

 

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