DA REDAÇÃO
O Governo do Estado publicou parecer da Polícia Civil a respeito do suposto vazamento de prova para soldado da Polícia Militar, realizada em concurso da Segurança Pública no último domingo (20). Ao publicar o resultado, o Governo chamou o caso de "fake news".
De acordo com a análise, feita pela Delegacia Especializada de Repressão de Crimes Informáticos (DRCI), com apoio da Diretoria de Inteligência, não houve vazamento, conforme apontava um vídeo que circulou em redes sociais e na internet.
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A suspeita de possível fraude iniciou com a circulação de um link publicado na internet e em redes sociais anunciando um suposto vazamento do caderno de prova para o cargo de soldado. No link, datado de 11 de janeiro, a prova estava completa à disposição, mais de um mês antes do concurso.
No entanto, de acordo com o delegado da DRCI, Ruy Guilherme Peral, a data que aparece na pesquisa não se refere à data de disponibilização do caderno de provas, mas, sim, à de indexação da estrutura de diretórios do site.
“Observou-se que os registros de banco de dados disponibilizados a apuração da Polícia Civil mostram que o caderno de provas em questão foi disponibilizado, na página oficial do concurso somente às 22 horas do domingo (20). Frise-se que, após finalização dos trabalhos periciais pela Politec, será estabelecida e evidenciada a linha cronológica dos eventos”, explicou o delegado.
Para apurar os fatos, a equipe da DRCI, junto com peritos criminais do setor de computação forense da Politec, realizou buscas e coletas de evidências digitais na sede da Gerência de Exames e Concursos da Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT).
Foram verificadas a infraestrutura de informática (rede e sistemas) e os procedimentos de manuseios e de uploads de cadernos de provas e gabaritos. Também foram examinados os registros do banco de dados da aplicação de gerenciamento de publicações da Gerência de Exames e Concursos da universidade.
O relatório investigativo da DRCI foi produzido com base em apontamentos realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e encaminhado, no final da tarde dessa sexta-feira (25.02), ao Ministério Público Estadual.
Outras denúncias
A respeito das demais denúncias feitas sobre o concurso, o Governo do Estado ou a UFMT ainda não se posicionaram. Mais de 100 relatos foram enviados ao Ministério Público, apontando irregularidades como: candidatos com celulares em sala, fiscais dormindo durante aplicação da prova, falta de fiscalização em banheiros e identificação.
Três promotorias de justiça estão investigando caso no Ministério Público e fecharam um acordo com o Governo do Estado para que a homologação do concurso fique suspensa até que as investigaçõe sejam concluídas.























