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29 de Dezembro de 2022, 10h:59 - A | A

GERAL / SOB INTERVENÇÃO DO ESTADO

Polícia Civil monta ‘guarda’ no HMC e na Secretaria de Saúde em Cuiabá

Objetivo da ação é em apoio à ação de intervenção decretada por decisão judicial.

Reprodução

Policiais do GOE fazem "guarda" no HMC

Policiais do GOE fazem "guarda" no HMC

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTERMT



Policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, montaram “guarda” no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e na Secretaria Municipal de Saúde desde a noite dessa quarta-feira (28), poucas horas após a determinação judicial de intervenção na Saúde da Capital.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo da ação é "resguardar a ordem pública e em apoio à ação de intervenção decretada por decisão judicial". Os policiais evitam que documentos sejam extraviados ou que aparelhos eletrônicos sejam retirados dos dois locais.

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Na tarde de quarta, o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, acatou o pedido do Ministério Público pela intervenção do Governo do Estado na Saúde Pública de Cuiabá.

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A decisão de Perri permite que o Governo do Estado nomeie um interventor, que será responsável por toda a estrutura da saúde do município, direta ou indiretamente, incluindo a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), responsável pelos hospitais São Benedito e o HMC.

Nesta quinta-feira (29), o governador Mauro Mendes (União) anunciou o interventor. O escolhido foi o procurador do estado, Hugo Felipe Lima. Ele vai assumir a saúde pública de Cuiabá pelos próximos seis meses.

A determinação do desembargador foi tomada atendendo um pedido Procurador-Geral de Justiça (PGJ) de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, que ingressou com pedido de urgência no processo que corria no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), pedindo a intervenção da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. Para o PGJ, o sistema de saúde da Capital “colapsou” e está em “calamidade pública”.

No documento encaminhado ao judiciário e datado de 21 de dezembro, o chefe do Ministério Público Estadual alega que a Prefeitura de Cuiabá não cumpriu integralmente nenhuma das determinações judiciais referentes à crise na Saúde Pública. Além da não publicação da escala de plantões no Portal da Transparência, o Município não realizou o concurso público da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). Ao contrário, recorreu da decisão num processo que ainda está em curso.

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