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12 de Novembro de 2015, 12h:21 - A | A

GERAL / MILÍCIA DE LACERDA

PF prende policiais civis por ameaça e extorsão a garimpeiros

Eles se beneficiavam do cargo para manter o domínio das atividades ilícitas no garimpo, intimidando os garimpeiros com armas de fogo e cobrando parte do ouro que era extraído.

Reprodução

Populares afirmam que outros também atuavam assim, mas por medo não citam nomes

Populares afirmam que outros também atuavam assim, mas por medo não citam nomes

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Dois policiais civis foram presos na tarde desta quarta-feira (11), em Pontes e Lacerda, suspeitos de corrupção passiva. Eles estavam sendo investigados pela Polícia Federal e pela Corregedoria da Polícia Civil, no caso de uma suposta milícia no garimpo de ouro, da Serra do Caldeirão. De acordo com a PF, os policiais P.S.F.V e E.A.B se beneficiavam do cargo para manter o domínio das atividades ilícitas no garimpo, intimidando os garimpeiros com armas de fogo e cobrando parte do ouro que era extraído.

 

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Os policiais eram vistos com frequência circulando armados pela mineração e eram conhecidos por boa parte da população, que afirma que outros também agiam assim, mas se negam a citar nomes

 

 

Os policiais eram vistos com frequência circulando armados pela mineração e eram conhecidos por boa parte da população. Segundo fontes locais, além dos dois policiais civis e de um militar com mandado de prisão, havia outros policiais praticando a mesma atividade ilícita dentro do garimpo, mas com medo de sofrer represálias, ninguém se atreve a revelar nomes pois uma verdadeira “lei do silêncio” foi instaurada pelos criminosos.

Na semana passada, a Corregedoria da Polícia Civil realizou um mandado de busca e apreensão nas casas dos policiais, mas ainda não foi divulgado o que foi encontrado. A prisão foi executada pela Gerência de Operações Especiais (GOE), que encaminhou os suspeitos para Cuiabá, onde devem ser interrogados.

Os policiais responderão pelos crimes de organização criminosa, extração e comércio de matéria-prima pertencente à União, sem autorização legal e execução de lavra de recursos minerais sem autorização. Caso condenados, as penas somadas podem chegar a 20 anos de prisão, além da exclusão do quadro da Polícia Civil. 

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