MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O Ministério Público Estadual (MPE) pediu indenização mínima à família do verdureiro Francisco Lúcio Mai, 48 anos, que foi atropelado pelo Jeep dirigido pela médica Letícia Bortolini, em abril do ano passado. O valor ainda será estipulado pela Justiça.
Conforme o MPE, a indenização serve para garantir ressarcimento à família do trabalhador.
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Na ação, o MPE também pediu que a Justiça acrescente duas testemunhas (policiais militares) que estiveram envolvidos no atendimento à ocorrência.
O caso ganhou grande repercussão na imprensa já que a médica tinha acabado de sair de uma festa open bar (bebida à vontade) quando atropelou o trabalhador a mais de 100 km/h – conforme laudo da Politec – em uma via onde a velocidade permitida é apenas de 60 km/h. No banco do carona estava seu marido, também médico, Aritony de Alencar Menezes. Os dois fugiram do local sem prestar socorro à vítima.
O acidente aconteceu no dia 14 de abril de 2018 por volta das 19h30, próximo à rotatória que dá acesso ao Bairro Cidade Verde, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Francisco voltava para casa com o seu carrinho de feira quando o Jeep da médica o atingiu próximo ao canteiro central.
Em 11 de setembro do ano passado, cinco meses depois do acidente, o promotor Vinicius Gahyva Martins, da 1º Promotoria de Justiça Criminal, denunciou Letícia pela prática de quatro crimes: homicídio doloso (quando não há intenção de matar), omissão de socorro, embriaguez ao volante, e por se afastar do local do acidente fugindo da responsabilidade.
No documento, Gahyva destaca que na ocasião do acidente a médica provocou a morte do verdureiro, "deixando de prestar-lhe imediato socorro, bem como afastou-se do local do acidente para fugir da responsabilidade civil e penal".
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ana 09/05/2019
alem disso queremos o julgamento e uma fala do conselho de medicina a respeito de uma medica que atropela e não presta socorro
1 comentários