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Cuiabá, 29 de Agosto de 2025
29 de Agosto de 2025

30 de Setembro de 2021, 17h:00 - A | A

GERAL / CASO TONI FLOR

MP é contra liberdade de mulher que mandou matar o marido: "causou sofrimento às filhas"

Toni foi morto a tiros assassinado com cinco tiros no dia 11 de agosto de 2020, no momento em que saia de uma academia, em Cuiabá

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO



O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) se manifestou na última quarta-feira (29), contrário ao pedido de revogação da prisão preventiva, ou de sua conversão em prisão domiciliar, formulado pela defesa da representante comercial Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor, acusada de planejar a morte do próprio marido, Toni Flor em agosto do ano passado.

Toni foi morto a tiros assassinado com cinco tiros no dia 11 de agosto de 2020, no momento em que saia de uma academia, em Cuiabá. O crime foi encomendado por R$ 60 mil, mas ela teria pago apenas R$ 20 pela execução.

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Para o promotor Samuel Frungilo, foi a decisão de Ana Cláudia que gerou sofrimento aos menores. "A única responsável pelo sofrimento das filhas é a própria Ana Cláudia, que planejou e pagou pelo homicídio do genitor das crianças, privando-as, para sempre, do convívio paterno".

“Mesmo sabendo das consequências psicológicas devastadoras que a precoce orfandade traria às filhas, ANA CLÁUDIA escolheu dar andamento no seu macabro intento homicida”, diz trecho de parecer.

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Na manifestação o MPE apontou que o crime foi planejado e friamente executado evidencia a gravidade “in concreto do crime”. Além da gravidade, a prisão preventiva é necessária para o resguardo da instrução criminal.

O órgão explicou também que a conversão da prisão preventiva em domiciliar não é permitida quando o crime é cometido com violência ou grave ameaça.

"Ante o exposto, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso manifesta-se contrariamente ao pedido de revogação da prisão preventiva ou de sua conversão em prisão domiciliar, formulado por ANA CLÁUDIA A DE SOUZA OLIVEIRA FLOR".

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Pedido de liberdade

O pedido foi protocolado na quinta-feira (16) e assinado pelo advogado Jorge Henrique Franco Godoy. No documento, a defesa da acusada explicou que ela é mãe de três crianças, que não tem antecedentes criminais, não atentará contra a ordem pública e não perturbará a instrução criminal.

“Dessa forma, já finda as investigações, e consequentemente ofertada a denúncia em desfavor da Requerente que se encontra presa, insta salientar que a mesma é mãe de três crianças menores, todas do sexo feminino, e com a pandemia rondando as vidas de todos, se vislumbra que no primeiro momento nada impede que possa aguardar em liberdade o trâmite deste processo, pois, não atrapalhará a instrução processual e muito menos a ordem pública”, diz trecho de pedido.

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Além disso, o jurista ainda argumentou que duas das filhas de Ana Cláudia fazem aniversário em breve e que todas sentem muito a falta da mãe.

"Se observa cristalinamente nas certidões de nascimento, que duas das filhas estão para comemorar o seu aniversário, uma no mês de setembro e a outra em dezembro, e mantê-las afastadas da mãe, que benefício trará aos autos essa decisão de manter a Requerente segregada das suas filhas? Insta ainda salientar, que as filhas estão sentindo em muito a ausência da mãe, e isso fica claro ao se vislumbrar os desenhos que as mesmas fizeram, demonstrando a enorme ligação que tem com a mãe", explicou defesa.

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