facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 24 de Junho de 2026
24 de Junho de 2026

15 de Abril de 2018, 17h:22 - A | A

GERAL / FUGIU SEM PRESTAR SOCORRO

Juíza aponta personalidade criminosa e mantém prisão de médica que matou verdureiro

Para a juíza plantonista Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal de Cuiabá, o fato de ser médica, Letícia Bortolini tinha o dever de prestar atendimento à vítima.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A juíza plantonista Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal de Cuiabá, recusou pagamento de fiança e decretou a prisão preventiva da médica Letícia Bortolini, acusada de matar atropelado o vendedor de verduras Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, e fugir sem prestar socorro na noite de sábado (14), na Avenida Miguel Sutil, no bairro Cidade Verde, em Cuiabá.

Apesar de terem fugido do local do acidente, a média e o marido dela, Aritony de Alencar, que também estava no carro, foram presos momento depois em um condomínio no bairro Jardim Itália, área nobre da Capital.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

A decisão levou em consideração o fato de Letícia ser médica e ter fugido sem prestar socorro à vítima. O ato, segundo a juíza, demonstrou uma personalidade criminosa da acusada.

Superada a demonstração da materialidade e presentes os indícios de autoria, chega-se à inferência de que a ordem pública será abalada se a autuada for posta em liberdade, antes o modus operandi empregado na prática delitiva, onde demonstra, per si, a personalidade criminosa da ré, tenho que sua prisão deve ser decretada, com fim de assegurar a ordem pública”, diz trecho documento publicado pela magistrada.

Quando foi presa, segundo as policias Civil e Militar, Letícia aparentava sinais de embriaguez, no entanto, se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Em seguida, o casal foi encaminhado à Central de Flagrantes onde a médica foi autuada por omissão de socorro, lesão corporal, homicídio culposo e direção perigosa. Aritony de Alencar foi liberado, mas, também, poderá responder criminalmente por omissão de socorro.

A juíza alertou, ainda, que caso seja condenada, a médica poderá pegar mais de quatro anos de detenção.

Leia mais:

Casal de médicos mata vendedor atropelado e foge sem prestar socorro

Comente esta notícia

Lucia 15/04/2018

Parabéns Juíza. É disso que o Brasil precisa, justiça. As pessoas precisam aprender que a lei é para todos.

positivo
0
negativo
0

Renato 15/04/2018

Além de ser presa, deveria pagar pensão vitalícia para a família da vítima. Tem gente que só aprende quando mexe no bolso deles. As nossas leis são muitos fracas no que se refere a beber e dirigir embriagado. Quatro anos de prisão é pouco pelo estrago que essa assassina fez com a vitima e sua familia.

positivo
0
negativo
0

Guga 15/04/2018

Tem que ficar presa mesmo. Parabéns dra juíza

positivo
0
negativo
0

3 comentários