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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
24 de Junho de 2026

07 de Junho de 2019, 12h:30 - A | A

GERAL / MAIS DE UM ANO DEPOIS

Juiz marca audiência de julgamento da médica que atropelou verdureiro

A médica está em liberdade e será a primeira vez que Letícia será ouvida em juízo, mais de um ano após a morte do verdureiro.

MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO



O juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, marcou a audiência de julgamento da médica Leticia Bortolini, acusada de atropelar e matar o verdureiro Francisco Lúcio Maia. Ela será ouvida no dia 19 de junho, quarta-feira, às 13h, no Fórum de Cuiabá.

O fato ocorreu na noite de 14 de abril de 2018, próximo à rotatória que dá acesso ao bairro Cidade Verde, na Avenida Miguel Sutil. A médica e o marido voltavam de uma festa 'open bar', quando ela atropelou o verdureiro. Francisco voltava para casa com seu carrinho de feira, no momento em foi atingido pelo Jeep de Letícia, próximo ao canteiro central.

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Também serão ouvidos o marido da médica, Aritony de Alencar Menezes e a filha do verdureiro, Francinilda da Silva Lúcio. 

Leticia Bortoli responde a processo, pelos crimes de homicídio, omissão de socorro e embriagues ao volante. A médica está em liberdade e será a primeira vez que Letícia será ouvida em juízo, mais de um ano após a morte do verdureiro.

Francisco

Francisco Lúcio Maia era natural da Paraíba e veio para Mato Grosso com apenas 18 anos e depois mandou buscar a esposa e filhas. Em Cuiabá, garantiu o sustento da família a partir da venda de hortaliças, frutas e verduras por mais de 20 anos.

Francinilda recorda que o pai acordava todo dia às 3h e fazia uma “viagem” de 30 quilômetros até o Bairro Jardim Industriário, em Cuiabá, para comprar produtos. Depois voltava para sua casa, empacotava as verduras, as colocava no carrinho e por volta das 5h30 seguia para o seu ponto comercial em frente ao posto de saúde do Bairro Cidade Alta, também na Capital.

“Eu morava ao lado do meu pai no Bairro Coophamil [Cuiabá]. Então eu saia de moto para trabalhar e todo dia eu via ele arrumando a verdura bem cedinho. Eu falava ‘sua benção pai’ e seguia viagem. Hoje em dia eu não tenho mais isso”, lembra a filha com a voz embargada.

Denúncia MPE

Em 11 de setembro do ano passado, cinco meses depois do acidente, o promotor Vinicius Gahyva Martins, da 1º Promotoria de Justiça Criminal, denunciou Letícia pela prática de quatro crimes: homicídio doloso (quando não há intenção de matar), omissão de socorro, embriaguez ao volante, e por se afastar do local do acidente fugindo da responsabilidade.

No documento, Gahyva destaca que na ocasião do acidente a médica provocou a morte do verdureiro, "deixando de prestar-lhe imediato socorro, bem como afastou-se do local do acidente para fugir da responsabilidade civil e penal".

O promotor ressaltou também que mesmo após o atropelamento, a médica conduziu o veículo - Jeep - sob a influência de bebida alcoólica. 

O juiz de Direto Flávio Miraglia Fernandes recebeu a denúncia em 19 de setembro – oito dias depois de o documento ser protocolado pelo MP na Décima Segunda Vara Criminal.

 

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ana 07/06/2019

esperamos que seja feita justiça para a familia do verdureiro

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1 comentários