Assessoria

A concepção arquitetônica das estações valoriza elementos regionais e incorpora o folclore local, com traços que lembram o famoso símbolo da tradição popular cuiabana
DA REDAÇÃO
A Agência Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (Agem) apresentou na quarta-feira (10) o projeto “Grande Rio Cuiabá”, de recuperação e proteção do rio e suas áreas de proteção permanente (APP’s), além da construção de um modal fluvial para Cuiabá e Várzea Grande.
De acordo com a presidente da Agem, Tânia Matos, o projeto compreenderá a intervenção urbana e ambiental em um trecho de 12 quilômetros, entre a Orla do Porto e a comunidade Bonsucesso, criando 19 estações, sendo uma estação central no Porto, que fará articulação com diversos itinerários de ônibus.
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“Queremos levar as pessoas para uma vivência com rio e assim despertar o olhar de zelo pelo local, que se tornará uma alternativa de transporte”, salientou Matos, reiterando ainda o fato de que esse tipo de modal foi o primeiro meio de transporte usado por aqui.
Na ocasião, também foi debatida a sustentabilidade do turismo com a criação desse transporte urbano fluvial, além da ocupação responsável das margens do rio Cuiabá.
Segundo a representante da Agem, o projeto é uma forma de intervir e resolver a situação do Rio Cuiabá, considerado por ela a “espinha dorsal” da região metropolitana de Cuiabá.
O governador Pedro Taques (PSDB) explicou que a ideia é criar, por meio da revitalização do Rio Cuiabá, espaços voltados à convivência, às atividades de turismo ecológico, mobilidade e navegação como mecanismo de integração entre Cuiabá e Várzea Grande.
“Assim, o rio deixa de ser um divisor, assumindo o papel de elo entre as duas cidades. A partir dessa transformação sustentável teremos como resultado o equilíbrio entre o homem e a natureza, entre história e desenvolvimento. Nosso legado a todas as gerações”, disse Taques.
“Assim, o rio deixa de ser um divisor, assumindo o papel de elo entre as duas cidades. A partir dessa transformação sustentável teremos como resultado o equilíbrio entre o homem e a natureza, entre história e desenvolvimento. Nosso legado a todas as gerações”, disse Taques.
A valorização do ribeirinho foi outro ponto destacado pelo governador, que aproveitou o evento para anunciar a construção de mais duas pontes interligando trechos entre Cuiabá e Várzea Grande. “As cidades não podem ficar de costas para o rio. Esse cais está parado há mais de 50 anos”, reclamou Taques.
De acordo com chefe do Executivo estadual o projeto, que será uma parceria público-privada, está orçado em R$ 26 milhões de reais. Ele explicou que a concessão das estações poderá ficar com empresas diferentes, fomentando atividades diversas em todas elas.
A concepção arquitetônica das estações valoriza elementos regionais e incorpora o folclore local, como a lenda do minhocão, com traços que lembram o famoso símbolo da tradição popular cuiabana.
A arquitetura e engenharia foi inspirada na Biomimética, que é um ramo da ciência que estuda as estratégias da natureza para enfrentar as adversidades do meio ambiente, ou seja, o projeto utilizou esses conceitos adequando cada estação às condições de seu local de implantação, sem afetar a natureza.
Como o projeto é pautado na sustentabilidade, ele terá reaproveitamento de água, eficiência energética, tratamento de resíduos e soluções com certificação internacional, diminuindo impactos ambientais.
Todas as estações possuirão acessibilidade com elevadores, equipamentos de transporte adaptado para plano inclinado e rampas com inclinação suave, contemplando assim pessoas com deficiência ou dificuldade de mobilidade.













