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08 de Janeiro de 2017, 17h:30 - A | A

GERAL / DRAMA FAMILIAR

Gêmeas com microcefalia precisam de ajuda para tratamento

Cecília e Elisa precisam de tratamento constante de diversas especialidades, além de órteses nas mãos e nas pernas, mas família não tem condições

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



O nascimento das gêmeas Elisa e Cecília encheu de alegria e desafios a vida de Simone Amate, 37, que há nove meses se desdobra para cuidar e atender às necessidades de tratamento das filhas, que têm microcefalia.

“No começo, eu não estava preocupada com dinheiro, eu queria saber de cura. Hoje o dinheiro faz falta porque se eu tenho dinheiro, eu dou um plano de saúde para elas”, afirmou a mãe.

A mãe, que teve que parar de trabalhar para cuidar das meninas, pede ajuda porque a família não tem recursos suficientes para cobrir as despesas de Elisa e Cecília.

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As meninas precisam fazer tratamentos com fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta para poderem crescer de forma saudável, desenvolvendo as funções motoras, auditivas e cognitivas.

No caso de Elisa, que tem a saúde mais frágil, ela ainda precisa se consultar com oftalmologista porque está perdendo a visão.

Ao , Simone afirmou que as gêmeas fizeram tratamento no Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa e na Policlínica do Planalto, mas “não tinha resultado” porque não era seguido à risca, por conta do descaso e da falta de profissionais qualificados.

A mãe relayou que o tratamento ocorria apenas uma vez por semana e, toda vez que ela levava Elisa e Cecília, algum problema acontecia e as sessões eram canceladas, chegando a ficar um mês sem terapia.

"O Governo tem que entender que esses bebês estão nascendo e todo mundo tinha uma vida, a gente deu muito lucro para o governo, eu ganhava um valor X e se o Governo quer que eu zere, já zerou”, disse, se referindo à dificuldade que está enfrentando para conseguir aposentar Elisa e Cecília.

Com muito esforço, ela conseguiu pagar o tratamento particular com a fisioterapeuta Cristiane Carvalho, que faz duas sessões por semana com as gêmeas.

Mas o ideal é que elas façam isso três vezes por semana. Com a situação financeira cada vez mais crítica, Simone já está devendo dois meses de fisioterapia. Cada sessão custa R$ 150, para cada bebê.

Além disso, ambas precisam usar órteses nas mãos e nas pernas para ajudar no tratamento fisioterápico. Elisa precisa para os pés e mãos; já Cecília, somente para os pés.

Um orçamento feito há alguns meses chegou ao montante de R$ 1.690,00 para todos os aparelhos. Mas a família não tem condições de comprar as órteses, que precisam ser trocadas de quatro em quatro meses porque, nessa idade, as crianças crescem muito rapidamente.

Os gastos com a saúde das filhas não param por aí. A família também precisa dar alimentação diferenciada para Elisa, que tem problema de deglutição e se alimenta de leite NAN Comfort ou Pró 1.

Os custos com as fraldas também acabam pesando no orçamento da família. A menina também precisa de brinquedos com luz, o que foi recomendado pela fisioterapeuta para estimular a visão que está comprometida.

Necessidades

A mãe afirmou que o processo de aposentadoria das meninas está parado no INSS desde maio. Ela já entrou com recurso e aguarda perícia.

“Eu quero ter condições de pagar um plano de saúde para que eu possa ter um especialista que eu sei que trabalha bem, que entende. Não onde o Governo fala que eu tenho que ir”, disse.

“Até os três anos, tem que estimular o máximo possível o cérebro das crianças porque depois vai recuperando, tem possibilidade de andar, de falar quase normal”, explicou Simone.

Dificuldades

Por conta da impossibilidade de trabalhar, a família começa acumular dívidas da casa em que vivem e do veículo da família.

“Eu tenho prestação de carro e não posso ficar sem carro em Cuiabá, com essas duas crianças não tem condições. A gente anda para todo lugar, levando na doutora, na fisioterapeuta, fazendo bateria de exames na Elisa porque a Elisa nasceu bem e depois ela foi ficando cega”, disse.

Mudança de vida

Simone Amate contou ao , que antes da chegada de suas filhas mais novas (ela ainda tem Emili, sua filha de 10 anos), a família conseguia ter uma vida economicamente estável.

Ela é pedagoga e trabalhava como professora antes de sair de licença maternidade. 

O salário dela era o maior da casa. O marido dela, Luciano, é autônomo e trabalha com venda de areia.

Após o nascimento das gêmeas, tudo mudou porque ela não tem mais condições de trabalhar pois precisa dedicar seu tempo integralmente às bebês.

Ela contou que, diariamente, faz uma peregrinação pelas unidades de saúda da Capital, em busca de médicos especialistas para suas meninas, o que se tornou uma verdadeira batalha.

“Nós tínhamos uma vida normal, minha filha estudava em escolar particular. O Governo tem que entender que esses bebês estão nascendo e todo mundo tinha uma vida, a gente deu muito lucro para o governo, eu ganhava um valor X e se o Governo quer que eu zere, já zerou”, disse, se referindo à dificuldade que está enfrentando para conseguir aposentar Elisa e Cecília.

“No começo, eu não estava preocupada com dinheiro, eu queria saber de cura. Hoje o dinheiro faz falta porque se eu tenho dinheiro, eu dou um plano de saúde para elas”, afirmou.

Sonho para as filhas

Simone também revelou que tem o desejo de criar uma associação de mães de crianças com microcefalia para buscar melhores condições de tratamento para esse tipo de problema.

Quem tiver interesse em ajudar no tratamento das gêmeas Elisa e Cecília, pode entrar em contato com a mãe delas pelos telefones 65 9 9628-7163 ou 65 3644- 2347.

Doações podem ser feitas através de depósito no Banco do Brasil, agência 2373-6, conta 228.481-2 , em nome de Simone Amate, CPF: 277.737 918-13.

Álbum de fotos

Arquivo Pessoal

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Comente esta notícia

Fabiana 09/01/2017

Agora sim ReporterMT, doação efetuada com sucesso !! Valeu, vamos ajudar pessoal, esse é um drama muito grande.

FABIANA 09/01/2017

O Telefone não funciona

Fabiana 09/01/2017

É preciso divulgar também o nome e o CPF do titular da conta para o depósito

3 comentários

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