CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO
Após denúncias de irregularidades no concurso público da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), realizado no último domingo (20), o Estado firmou acordo com o Ministério Público Estadual (MPE) para suspender a homologação final do certame até o fim das investigações.
O acordo foi firmado durante reunião na manhã desta quinta-feira (24). Representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), responsável pela elaboração e aplicação das provas, também estiveram no encontro.
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Conforme o MPE, três promotorias de Justiça já foram escaladas para investigar as denúncias levadas ao órgão. As irregularidades vão desde usuários usando celulares durante as provas, a fiscais dormindo durante a aplicação do certame. Outras denúncias ainda dão conta de que a prova teria sido vazada mais de um mês antes, ao ser publicada em uma página interna da UFMT.
O MPE ainda afirmou que a Secretaria de Segurança Pública disponibilizou as informações necessárias para as investigações e colocou a área de Inteligência à disposição para eventual apoio. Até o momento, mais de 100 denúncias foram recebidas.
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O caso acabou gerando grande repercussão durante a semana, tendo levantado questionamentos também na Assembleia Legislativa. O presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado João Batista (Pros), destacou na quarta-feira (23) que o concurso era muito aguardado e considerou gravíssimas as supostas irregularidades.
João Batista ainda cobrou que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal também façam investigações sobre as possíveis falhas, uma vez que a aplicadora da prova é uma instituição federal. Segundo o deputado, nesse momento inicial, não seria possível descartar, por exemplo, que as irregularidades tenham sido intencionais, para prejudicar um grupo político, ou mesmo que haja participação de facções criminosas nesse momento.
Pressionada, a UFMT chegou a se manifestar na tarde de ontem, por meio de nota, quando alegou que as denúncias seriam “erros pontuais”.
“Houve, de fato, ocorrências pontuais, mas sem intercorrências durante a aplicação das provas que fugissem do habitual em concursos públicos de grande relevo. A organizadora do certame assegurou os princípios fundamentais de lisura para a realização do Concurso Público, em especial, o tratamento isonômico aos candidatos”, diz trecho da nota.
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