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10 de Dezembro de 2016, 07h:40 - A | A

GERAL / TRAGÉDIA DA CHAPECOENSE

Direção do Cuiabá desmente procurador da Bolívia sobre time ter voado com Lamia

Gerente administrativo do clube cuiabano nega que o time tenha voado pela empresa Lamia, conforme declarou o procurador-geral da Bolívia em entrevista.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Após o procurador-geral da Bolívia, Ramiro José Guerrero, ter informado à imprensa uma relação de sete clubes brasileiros, que também teriam voado pela empresa de aviação civil Lamia neste ano, entre eles o Cuiabá Esporte Clube, o gerente administrativo do time, Gerson Wellington, negou que isso tenha ocorrido.

"O Cuiabá participou da primeira fase da Copa Sul-Americana, nosso voo foi nacional. De Cuiabá para Chapecó, nosso voo foi pela Azul”, disse o gerente do Cuiabá Esporte Clube.

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A Lamia é a empresa que foi contratada pelo clube Chapecoense para transportar a equipe para o jogo da final da copa Sul-Americana, no dia 29 de novembro e acabou caindo, em um trágico acidente que matou 71 pessoas e deixou seis feridos.

“Eu só fiquei conhecendo a Lamia depois do acidente da Chapecoense. Ele [procurador] está equivocado. O Cuiabá por ter participado da Copa Sul-Americana, ele deve ter imaginado que o Cuiabá tenha procurado a Lamia. Só que o Cuiabá participou da primeira fase da Copa Sul-Americana, nosso voo foi nacional. De Cuiabá para Chapecó, nosso voo foi pela Azul”, disse ao .

“A Lamia, até então, era uma empresa desconhecida para o clube”, diz.

O dirigente esportivo afirma que o clube cuiabano disputou dois jogos no torneio continental, ambos contra o time catarinense. O primeiro jogo ocorreu na Arena Pantanal e o segundo na Arena Condá, quando a equipe foi transportada pela empresa Azul, em voo comercial.

Gerson acrescenta que de Chapecó, o time viajou para Natal, no Rio Grande do Norte, para um jogo pela série C do Campeonato Brasileiro, voando pela Gol, também em voo comercial. “A Lamia, até então, era uma empresa desconhecida para o clube”, diz.

Gerson afirma ainda que o clube nunca precisou utilizar voo fretado pois a maioria dos torneios que disputa são nacionais, em cidades quem contam com linhas aéreas fixas. “Quando precisa, é sempre voo comercial. A gente não tem noção da questão de voo fretado, não existe essa necessidade porque para onde a gente viaja tem linha aérea e o voo comercial normal”, argumenta.

"Pelo menos no caso do Cuiabá, a Conmebol não propôs nada. Não ofereceu ninguém para nós. Então essa situação desse procurador boliviano é equivocada com relação ao Cuiabá”, asseverou.

Com relação à investigação do procurador boliviano sobre a participação da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) na indicação da Lamia para os clubes participantes dos torneios por ela organizados, Gerson Wellingotn afirma que isso também não ocorreu com o Cuiabá. “Para nós não houve indicação nenhuma. A Conmebol dá uma cota para participar do campeonato. Toda parte logística é feita pelo clube. A Conmebol não interfere nisso, pelo menos no caso do Cuiabá, a Conmebol não propôs nada. Não ofereceu ninguém para nós. Então essa situação desse procurador boliviano é equivocada com relação ao Cuiabá”, asseverou.

Sobre a “cota” paga pela Confederação para os clubes que disputam a Sul-Americana, o dirigente do Cuiabá explica que “em cima dessa cota, o clube faz o que quiser, vai de ônibus, vai de táxi, vai do que quiser, a Conmebol não indicou o Cuiabá a fazer nada”, acrescenta.

Após a tragédia aérea que abalou todo o mundo, Gerson afirma que para o Cuiabá não haverá muita diferença nos preparativos para as viagens do clube. “A gente vai continuar com a nossa parte comercial, sempre foi assim. A precaução é, se porventura, for fazer um voo fretado. Mas nosso clube é série C, é terceira divisão do Brasileiro, não tem tanta situação desse jeito, até porque não tem tanto recurso para ficar fretando voo, pega comercial e vai embora, 90% dos clubes fazem isso”, conclui.  

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